quarta-feira, 11 de abril de 2012

O QUE ELE OUVE...


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar e permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

NANDO REIS

segunda-feira, 9 de abril de 2012

MIMOS DO RAFA

PARA QUEM INTERESSAR POSSA

Sim, eu sei quão difícil é tomar decisões importantes. Tenho certeza de que no discurso, tudo é mais simples e mais fácil. Mas a vida é assim. É feita de fins, de recomeços, de mudanças inesperadas e de acontecimentos óbvios. Mas quase sempre, ela exige coragem das pessoas. Principalmente daquelas que se incomodam com o lugar comum, com a tepidez dos relacionamentos com data de validade vencida, com a sombra de uma acomodação não desejada pairando sobre a cabeça. Isso não significa que a gente deva tratar as coisas de forma impulsiva, como uma criança que joga o doce fora porque apareceu outra guloseima mais gostosa. Significa que a gente deve tentar ser feliz da forma mais responsável possível.
Infelizmente, algumas coisas mudam no meio do caminho e não saem conforme planejamos. Infelizmente, as nossas escolhas não possuem a garantia do "para sempre". E aí, sim, a dinâmica do abrir e fechar de ciclos acaba exigindo que a gente se posicione na roda que se forma nos nossos dias.

Eu sei que você tem consciência de tudo isso. Sei que você sabe exatamente o que quer, embore use alguns subterfúgios para justificar a ausência de uma motivação completa que lhe dê força e coragem para transformar as suas certezas em ações concretas. Fico pensando, se as dificuldades da vida prática não estão servindo de âncora para você. Ou se você realmente está com medo de abandonar o barco. Televisão se compra, bem como fogão e geladeira. Já o tempo... Ah, esse não tem preço. E a felicidade, então, não está exposta em vitrines de lojas e galerias. E quando falo isso, falo pensando nos dois lados. Na relação.
Ah, e esqueça esse papo de que é responsável pelas pessoas, quando as pessoas são jovens adultos saudáveis e conscientes. Ninguém gosta de estar numa relação pelos sentimentos errados, por mais que o medo da perda momentâneo faça a gente achar que sim, que "quer assim mesmo" e etc e tal. Vejo esse aparente sentimento de proteção muito mais como um egoísmo bem individualista, um medo de deixar o outro aprender por si mesmo e voar por outros céus. A gente acaba subestimando as pessoas para justificar o medo de descobrir que - sim - o outro pode viver muito bem sem a gente. O mundo não acaba. Muito pelo contrário. Se a decisão é acertada, o mundo começa de uma forma diferente. É melhor você se convencer de uma vez, que toda escolha implica numa perda. Não dá para ter tudo. E por mais que você saiba isso no mundo teórico, está na hora de você, realmente, internalizar essa verdade.

Sei que você está esperando algum acontecimento incomum, que tire o peso da responsabilidade das suas costas. O tempo, quem sabe. Um dia de fúria ou um surto providencial que dispense palavras. Uma atitude do outro... Pode ser que você esteja certo. Pode ser que você acabe formando mais lacunas e arranhando mais o que você ainda quer preservar. Pode ser que esse dia nunca chegue. Pode ser. 
O que não pode, amigo, é faltar honestidade. Com você, com os seus sentimentos, com o outro.  O que não pode é empurrar com a barriga algo que deve ser tratado com carinho e cuidado. Crescer é difícil, alguém já disse isso um dia. Fazer escolhas tão importantes exige pesquisas e relatórios internos que talvez nunca nos leve a conclusão que a gente queria. Ou da forma que a gente desejava.
Mas tudo bem. Eu, bem sei que o tempo da vida é muito mais sábio que o tempo da gente, quando as nossas intenções são boas. Só desejo que tudo termine bem para todos. E que seja possível ler os recados que essa vida nos dá com coragem e responsabilidade.
É isso.

Ah, lembrei de uma passagem do livro de Isabel Allende...

“A vida não é uma fotografia, em que a gente organiza as coisas para ficar bem à vista e depois fixa a imagem para a posteridade; é um processo sujo, desordenado, rápido, cheio de imprevistos. A única coisa certa é que tudo muda. Apesar dos contratos, surgiram problemas inevitáveis, de modo que era inútil nos preocuparmos, discutir demais ou tentar controlar até o último detalhe; tínhamos que nos abandonar ao fluxo da existência cotidiana, confiando na sorte e em nosso bom coração, porque nenhum dos dois feria o outro de propósito”.

domingo, 8 de abril de 2012

PRESENTE DE PÁSCOA

O MARIDO FOI PARA A COZINHA FAZER O NOSSO JANTAR DE PÁSCOA.
LASANHA LIGHT, DE PÃO INTEGRAL, PEITO DE PERU E QUEIJO BRANCO. 
TENHO QUE DIZER QUE EU E RAFA ADORAMOS A SURPRESA.

ESTAVA PERFEITA...
MANDA MUITO!!!

FELIZ PÁSCOA


Que a ressurreição de Cristo simbolize a renovação da nossa fé, esperança e 
das alegrias em nossas vidas. 
Que saibamos reconhecer os milagres diários.
Eles são a maior prova do amor de Jesus por nós!
FELIZ PÁSCOA, DO TRIO PASCOALINO

sábado, 7 de abril de 2012

CONSTATAÇÃO PRÉ-PÁSCOA

Nada que tenha botão cabe em mim. Fato. 
Essa ainda não é a fotinho dos 4 meses. Três e meio, eu acho.
A propósito, Rafael (sim, agora está confirmado!!!) tirou 10 novamente.
Na 18a semana, está com 19cm e 219g. A mãe aqui, engordou uns 3kg...
O que explica o fato das roupas não ultrapassarem as minhas pernas...

quinta-feira, 29 de março de 2012

FELICIDADE

Bom é quando o tempo passa lentamente e a gente consegue gostar disso. Quando o passar dos dias ocorre de forma tranquila, com horas suficientes e isso não significa morrer de tédio. Porque as horas estão bem ocupadas; sem correria, sem estresse, sem desespero. 
Bom é não ter a cabeça cheia com 500 obrigações, quando parte delas é - no final das contas - desnecessária para a felicidade. Quando a gente percebe que é hora de dar um pause e consegue fazê-lo sem grandes perdas. É saber analisar os momentos, as necessidades atuais e se dar ao luxo de deixar o barco ser levado de acordo com o ritmo da maré. Sem peso na consciência, consciente do ônus da escolha e sem sobrecarregar ninguém. Muito pelo contrário.
Melhor ainda é perceber todos mais felizes, depois de tudo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

BONS PENSAMENTOS


"Desejo consciente a felicidade. Com propósito é que se avança.
É com um punhado de pensamentos bons que se constrói uma ciranda. 
Uma roda de alegria. 
É só pensando no bem e dando morada pra ele que tudo se tranforma. 
Não há feio que persista. 
Não há energia ruim que consiga conviver ao lado da boa. 
Confia no que quer que seja criado e coloque sua energia ai. 
Todo dia é tempo de criar mudanças.
É tempo bom pra quem gosta de viver feliz. E é curto, muito curto.
Quando se cria um laço de sentimento sem aperto a vida flui mais suavemente. 
Teremos que ser menos equilibrista depois. Você verá.
Há uma luz sempre a nos guiar basta enxergá-la. É você que lidera. 
A gente cria aquilo que deseja. 
Somos resultado das nossas paixões, então cuidado onde anda colocando suas vontades. Somos sempre apoiados e amados. 
'Porque a vida é um presente, não importa o laço'. 
Há que agradecer".
                                                                   (Vanessa Leonardi)

terça-feira, 20 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

COMPANHEIRO DE CORRIDA

Na quinta-feira levei o filhote para correr pela primeira vez. Confesso que estava um pouco receosa, mas o pequeno se comportou muitíssimo bem.
No sábado, nós fomos correr novamente. Eu e ele, pelo calçadão da Barra. Acho que ele gostou, e fez o maior sucesso!!!