quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PENSAMENTO DO FIM DO DIA


"Um conselho bem baixinho, porque coração não gosta de grito:
- Agradeça. Sempre que puder, agradeça. Assim também se faz uma oração."

(Pedro Antônio de Oliveira)

NA ACADEMIA...

Ontem fui para o boxe, empurrada pelo sentido de obrigação e pela liberdade da consciência no fim do dia. Estava cansada física, mental e emocionalmente. Mas fui. Quando dei os primeiros pulos, na corda, a cabeça vibrava junto. Quando comecei a fazer os primeiros movimentos, fui lembrada por Macarrão de que a "minha musculatura não precisava estar tão tensa". Háháhá. Expliquei a ele que sou treinada pra isso. Ele ficou de cobrar a conta com o meu instrutor de musculação. Sugeri que depois ele também procurasse o meu chefe...
Ok. Ele me manda fazer flexão e puxa um colchonete. Não entendi nada. Impossível que ele estivesse achando que a minha flexão seria com o joelho no chão. Estava. Olhei pra ele meio indignada. Como assim?? Ele ficou meio desconfiado da minha capacidade. Mostrei a ele e escutei um "você manda melhor do que muito homem lá da academia". Bem que estava precisando de uma massagem no ego, depois de tentar fazer com que os meus braços estivessem em sicronia com o meu punho, as minhas pernas, o meu ombro e a minha concentração, para o "jab-direto-esquiva-gancho-direto". Tarefa hercúlea para às 21:30h, de uma quarta-feira atribulada.

Mas fui, recebendo toques de que não precisava de tanta afobação. Háháhá. Avisei a ele que, naquele momento, o objetivo era esse. Colocar para fora afobação. Pára, respira, olhar fixo para o horizonte. Concentra. E assim fomos até às 22 e pouquinho. Suando, melhorando, extravasando, sublimando, descontraindo de vez em quando. Depois de uma sequência maneira, ele me chamou de "menina de ouro". Fui pra casa me sentindo melhor. Feliz pelo mini-sacrifício ter valido à pena.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

OBRIGADO, PAI. OBRIGADA, MÃE.




Eu me considero uma pessoa bastante crítica. Não sou de idolatrias absolutas nem de fanatismos sem critérios. Acreditem que não sou de puxar o saco nem de fazer média com ninguém. Quando dou carinho é porque tenho vontade real. Quando teço elogios é porque realmente acredito no que estou dizendo.
E elas são "as minhas almas gêmeas". Isso não faz delas pessoas blindadas, mas as tornam protegidas pelo meu senso de justiça. Mexer com elas é mexer comigo. Fato!
Sim, sou leoa mesmo sem ter filhos. Vem do sobrenome e do amor que sinto. E elas fazem parte indissoluvel de mim mesma. Brigou com elas, brigou comigo, se o argumento não for muito bem exposto. Com registro em cartório e firma reconhecida. Se as tratarem bem, ganha muitos pontos e um bocado de gratidão dessa que vos fala. Porque sei das intenções dos seus atos. Sei do ponto fraco de cada uma e da humanidade que habita nelas. Conheço os defeitos de trás para frente. Até os mais irritantes!!! Sei que as qualidades delas estão raras hoje em dia, na maior parte da população. E sei, inclusive, do cuidado e do carinho que elas dedicam àqueles que amam. Sei que a gente se protege e se cuida como poucos.
Duas pessoas que se completam e me complementam. As filhas dos meus pais. As três irmãs. Uma praticamente estréia o ano. A outra, praticamente, encerra. Eu venho no meio. Uma aquariana e outra que nasceu sob o signo de escorpião. Uma com o pavio mais curto e outra com a paciência de Jó. Uma que faz a hora e outra que prefere esperar acontecer. A do Carnaval de Olinda e a do DVD no silêncio do quarto. A defensora dos mangues e a(s) apreciadora(s) de um bom caranguejo no côco (desculpa qualquer coisa). Uma me deu sobrinhas. A outra, um menino. Da aquariana, ganhei um cunhado de escorpião. Da de escorpião, ganhei um cunhado aquariano. O equilíbrio da balança. Carla e Cíntia. Pessoas que me ensinam sobre solidariedade e amor. Pessoas que defendem os seus assim como defendo os meus.

 Sim, faço propaganda dessa irmandade fraterna pois foi isso o que a gente aprendeu com os nossos pais. A sermos justas e nos mantermos unidas. Porque muita gente só vai aparecer na nossa vida pra fazer média ou figuração em momentos determinados. Mas entre nós cinco, não. A presença é certa, "na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença", mesmo que a cada um tenha um jeito diferente de expressar esse amor, que é incondicional. Que disso, ninguém ouse duvidar!
'TAMO JUNTO!!!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

DIA DA MINHA AVÓ

Hoje é o dia dela... A matriarca, minha vozinha, D. Iracema...

"Aquela era uma saudade feita de um punhado de sorrisos viçosos floridos no jardim da memória. Era pássaro que cantava macio na árvore mais frondosa da minha gratidão. Era mar que estendia ondas suaves de ternura por toda a orla dos meus olhos. Aquela era dessas saudades que toda vez que dizem acendem um mundaréu de estrelas no céu do coração. Era uma certeza de que a vida sempre arruma maneiras para aproximar as almas irmãs, esses anjos vestidos de gente que tornam mais fácil e mais feliz a nossa temporada de aulas e recreios nesse mundo ".

— Com fios de amor - Ana Jácomo

sábado, 26 de novembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

HORA-EXTRA COMO "LUTADORA"

TODO DIA EU TENHO UMA "VONTADE NECESSÁRIA" DE UM TREININHO DE BOXE!
A CADA DIA EU ME CONVENÇO QUE É NECESSÁRIO TER COISAS PARTICULARES E INDIVIDUAIS QUE NÃO SE RESUMAM A "OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS".
A NOSSA LIBERDADE INTERNA É ALIMENTADA POR ESSAS COISINHAS. A DO OUTRO, TAMBÉM.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DIFICULDADES AGUDAS. CRÔNICO AMOR.

Queria ele aqui. A presença de manhã, se movendo pelo quarto, me lembrando que já é hora de acordar. O beijo bom... O café pronto e a mesa posta, mesmo que o máximo que ele consuma antes do trabalho seja uma gororoba proteica com tudo-junto-e-liquidificado. Os minutos solitários entre a saída dele e a minha...
Queria saber que está perto, que vai estar em casa quando eu chegar cansada e megerinha, mesmo preferindo o som do silêncio ao som da televisão que ele deixa ligada. A massa aveia-granola-mel no maior estilo e sem nenhuma criatividade antes de pagar um feijão que só é consumido no fim de semana, quando baixa a Ofélia em mim.
Queria ele aqui, menos por razões práticas e mais por uma falta subjetiva e não-palpável. Queria ele concreto, também, obviamente. Fazendo muganga no elevador e pagando de galã de novela mexicana. Querendo platéia...
Queria ele nessa paz interna e plácida que sinto agora. Quase uma visitante nesses últimos tempos. Na vontade de fazer carinho, de estar junto e de fazer nada como só a gente faz. Queria ele com todo o amor que é dele, só dele. Pra ele...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SUBLIMANDO

Essas são as minhas novas companheiras para liberar as tensões, matar as saudades e fazer projeções. A gente sempre pode encontrar novas formas de sublimar. Só o marido é que ficou meio temeroso...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011