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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

DIFERENÇAS


Tem horas que a gente precisa entender que não vale a pena bater de frente com o mundo. Ele é o que é, quer a gente goste, ou não. O discurso "abaixo a passividade" é bonito apenas no âmbito macro. No mundinho particular, o mais solicitado é uma acomodação silenciosa. E agora começo a achar que esse é, sim, o caminho da sabedoria. Não precisa sorrir, nem acenar, mas apenas não fazer barulho.

Tem horas que a gente precisa levantar a bandeira e jogar a toalha. Assumir as incapacidades antes de ser nocauteado depois de uma luta exaustiva. Tem gente que prefere cair lutando. Outros acham melhor deixar o campo antes do apito final. Sim, as pessoas são diferentes. Cada um tem o seu jeito de lutar. Cada um tem a sua maneira de desistir.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

GENÉTICA "LÍMBICA"

Ele falou de felicidades permanentes e felicidades momentâneas. Ser e estar feliz. Entendo disso. Bem. E quão impressionante é a genética do mundo subjetivo. Quão surpreendente é a hereditariedade da profundidade, dos becos escuros que aflingem aqui dentro, do gap contínuo - e aparentemente irreparável - que impede o descanso da alma. Não sei lidar muito bem com isso.
Poucos entendem do que são incapazes de enxergar. Poucos conseguem ver o que foge da concretude diária. Poucos entendem de barulhos internos. Quase ninguém acredita em esqueletos dentro do armário e fantasmas embaixo de cama. A maioria está mais preocupada com o que pode ser mensurável. A maior parte está ocupada demais com o mundo real e particular.
Mas os mundos reais são diferentes. Reza a lenda e confirma a minha existência. O meu, é lotado de fantasias, medos, frustrações, criações e sentimentos. Tudo abstrato, perambulando o cotidiano e querendo se enturmar na vida-como-ela-é.
Tudo abstrato, tentando ser operacionalizado, transformado em algo útil para o mundo prático.

Tudo abstrato, impedindo a felicidade momentânea e lembrando das felicidades permanentes...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E A VIDA SE EXPLICA...


São muitas responsabilidades muito cedo. Alguém disse um dia que, antes mesmo da gente ser adulto, a gente deveria escolher o que gostaria de fazer até o final da nossa vida. Imagina que responsabilidade. Sim, porque quando somos adolescentes, cheio de expectativas, a gente até chega a pensar que o mundo vai acabar amanhã, de tanta pressa e tanta urgência! E compra a propaganda. E pensa no que gosta, no que rende e no que tem oportunidades. E se engana achando que vai querer as mesmas coisas para sempre, para o resto da vida. Talvez sim. Provavelmente, não.
Porque, convenhamos, as coisas não teriam muita graça se a gente passasse a vida inteira só querendo sorvete de chocolate, trabalho no escritório ou roupas brancas. Se - porque eu escolhi ser bombeiro quando criança - eu não mais pudesse virar professor quando me percebo apaixonado por ensinar. A vida engessada seria um pouco castradora. Uma infelicidade dentro dos padrões.

Ter foco, aptidão, gosto para algo é uma coisa. Reduzir os sonhos e as possibilidades por causa disso, é outra, totalmente diferente. Principalmente, porque muitos detalhes a gente só passa a conhecer com o passar do tempo, com as experiências vividas, com os caminhos que acabamos seguindo. E a gente pode, sim, ter gostado muito de suco de laranja durante um bom tempo da nossa vida e - de repente - experimentar novos sabores e passar a consumir outras coisas. Faz parte do processo. Engrandece, amplia horizontes, favorece a nossa adaptabilidade.

Só é preciso consciência e tranquilidade para fazer as escolhas certas daquela hora. E para aquela hora. Algumas escolhas são para sempre, ok. Essas independem da nossa vontade. Mas, mesmo assim, ainda teremos escolhas para fazer a respeito desta categoria. Até as coisas que não podem ser extintas ou apagadas, podem ser transformadas. Então, o que não precisa ser "paratodosempreamém", não deve ser encarado como uma decisão sem volta. Precisa ser enxergada com responsabilidade e discernimento, mas sem o peso da mão única.

E assim a gente vai seguindo e buscando o nosso caminho. Procurando os encontros, as semelhanças e o porto-seguro. Lutando, tentando, voltando, mudando, abdicando, arriscando, confiando, acreditando.
Tendo em mente que os planos são metas, sonhos e desejos e não "determinações compulsórias".
Pense nisso!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

PARA MERECER, SAIBA AGRADECER

Por mais clichê que pareça, eu repito: Dê o devido valor as coisas. Não esqueça daquelas que são corriqueiras e aparentemente simples, que tendem a passar despercebidas no nosso questionário de avaliação. Acredite, essas pequenas "ordinariedades diárias" são capazes de preencher um espaço gigante, se a gente consegue sentí-las. É clichê? Então, valorizemos o que sempre é dito, redito e repetido. Por alguma razão, determinados conselhos se tornam frequentes. 

Valorize os momentos de ócio, porque eles serão o seu maior tesouro, na correria insana do dia-à-dia. Valorize as pessoas que estão sempre por perto que - de tão perto - achamos que estarão sempre ali. Elas serão a sua melhor lembrança e o seu porto-seguro "virtual", quando você precisar "sentir-se em casa", mesmo a kms de distância. Valorize o silêncio, a gargalhada despretenciosa, a dúvida que não precisa de resposta imediata. O sossego do fim de semana, a hora de voltar para casa, a cumplicidade do lar. Valorize o tempo gasto pelo outro, a energia despendida e as razões pelas quais levam alguém a sair do ponto comum. Valorize também o ponto comum... O dia comum, o tratamento comum, a segurança do que o comum nos traz em determinados momentos. E se sair do comum, dê créditos a sua coragem, a sua disposição, a sua iniciativa. Valorize a capacidade de emocionar-se com mais um dia.

Valorize cada dose extra de coragem para seguir em frente. A saúde que permite mais um dia de treino. Aproveite enquanto a tem, para fazer coisas que - lá na frente - não poderá fazer com a frequência que deseja. Por falta de tempo ou de condições físicas. Aproveite o que você tem, enquanto você tem. Valorize a possibilidade de escolha. O ficar sentado no sofá ou o sair para correr. A hora extra de trabalho ou uma horinha a mais com a família. Uma noite de festas ou uma manhã de sol. Uma hora na academia ou o merecido descanso. Escolha. Mas na hora de decidir, seja justo com a vida, com o seu corpo e com você mesma. Não escolha por conformismo, preguiça ou imposição de terceiros. Pelo menos, não na maioria das vezes. Seja justo com o que recebe. Aproveite o que lhe oferecem.

Aceite, curta e retribua. É o meu conselho para hoje.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ACEITE

Só um conselho: Não implore para receber o que lhe deveria ser ofertado de bom grado. Você pode até pedir. Ponto. Uma vez. Duas, quem sabe. Nada mais do que isso. Você pode pedir, porque muitas vezes algumas pessoas não conseguem enxergar fora do quadrado. Porque, na maioria das vezes, algumas pessoas não sabem o que você espera delas. Mas, depois que deixou claro, retire-se da salinha dos pedidos. Se, depois do aviso, o que você queria não lhe foi dado, esqueça. Esqueça de esperar o que não estão dispostos a lhe oferecer de livre e espontânea vontade. Sei que a memória irá guardar os desejos, as vontades e a sua esperança de que - um dia - lhe julguem merecedora. Mas não transforme essas lembranças em expectativas. Implorar pelo que o nosso coração queria que fosse natural é dar murro em ponta de faca. Ou receber por obrigação. O que é concedido com má vontade, vira mágoa, lá na frente. Num futuro não muito distante. 
Então, esse é o conselho: Não mendigue sentimentos, nem  a consideração de terceiros. Não faça isso com você mesma. Aceite o que lhe é dado, mas não se acomode, se o que lhe ofertam faz com que você se sinta injustiçada. Equilibre a balança do jeito que lhe restar, mesmo que não seja o jeito do seu agrado. Equilibre da forma que der.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MARATONA INTELECTUAL

Surpresas, mudanças, provações, aprendizado. Realidade que exige uma adaptação de fazer inveja a qualquer cirque du soleil. Estica, puxa, encolhe, analisa, abstrai, acompanha, etc, etc, etc... Tudo isso num pacote só, que caiu de presente no meu colo, um dia desses. Tudo isso tendo que passar do tálamo ao córtex numa velocidade de fazer inveja a qualquer F-5. Será que vai dar? Será que eu aguento? Será que eu sou capaz? Ou será mesmo que é "só imaginação, que nada vai acontecer, que é tudo isso em vão, que vamos conseguir vencer"? Yo no lo sé. Mas acredito fielmente num final feliz entre eu e a parte mais crítica de mim mesma. Entre eu e a minha porção auditora, inquisidora, contestadora. Todos acreditam em mim, e eu tô dando um crédito a todos. Quem sabe, eles conheçam mais de mim do que eu mesma. Quem sabe, eu só tenha uma propensão nata à questionar minhas competências e habilidades. Quem sabe se eu parar de gastar tanto neurônio me auto-analisando e passar a fazer mais sinapses produtivas...
Não é reclamação, auto-flagelação ou discurso "ó-pobrezinha-coitada-de-mim". É o peso de se ter uma oportunidade ímpar na vida e ter a confirmação disso dia após dia. E ficar feliz com o desafio. E ter uma pontinha de medo de não corresponder ás expectativas. E ter que rebolar para conciliar tudo isso com o meu mundo particular. E não deixar de ser corredora. E não deixar de frequentar diariamente a academia. E suar para ter tempo para suar e não deixar que adiposidades extras se instalem na minha carcaça. E não esquecer de colocar a roupa na máquina. E me certificar que a tríade básica para sobrevivência pan-agua-leche estarão sempre presentes na geladeira. E segurar a onda para não virar a megera da branca de neve. 

E ficar feliz, por ter todo o movimento neurótico de volta aos meus dias. Para me enlouquecer, me testar e me certificar que - se eu falhar em algum ponto (desde que não seja no megera da branca de neve!!!!) - sempre tem um restaurante pra comer, uma roupa mais larga pra usar e novas oportunidades a serem aproveitadas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O QUE VOCÊ QUER?

Pense no que você quer. No que você quer de verdade. Não no que a sociedade diz que você deve ser, nem no que os comerciais insistem que você tem que possuir. Pense apenas no que é necessário para te deixar feliz. Gastamos muito tempo remoendo tristezas porque achamos que sempre falta alguma coisa. Porque disseram que a gente precisa ser ambicioso, que temos que ser o melhor e que o caminho tem que ser sofrido. Introjetamos essas "verdades" de forma inconsciente e passamos a condicionar a nossa felicidade a esse manual da sociedade moderna. Geralmente, nem paramos para questionar se a gente, realmente, precisa estar entre os "10 mais", para ter uma vida feliz. E vivemos numa gangorra emocional, porque quando a gente tá descansando, curtindo os louros da vitória, alguém nos lembra que ainda falta um pouquinho mais. E a gente até se culpa por ter estado feliz sem ter cumprido o check list vendido por aí. Até que um dia - num dos raros momentos de descanso - a gente percebe que muito do que a gente tá "precisando" não faz falta para nós, pessoas singulares, únicas e com motivações próprias. Que muito do que a gente se cobra não é por interesse próprio, mas por procuração. E a gente se dá conta que deixa de viver as experiências com todas as suas nuances, porque a gente não se permitiu relaxar. Porque a gente tava buscando desesperadamente alguma coisa, para poder se sentir igual aos outros. E o presente passa.

Por isso, pense no que te faz feliz. Pense no que você quer quando você se despe das amarras sociais e consegue enxergar o que de mais seu existe em você. Comece a ser feliz sem esperar os grandes acontecimentos. Busque, vivendo. Não abra mão do seu presente em função de um futuro enlatado. Não vale à pena. Não alimenta, nem satisfaz. Corra no seu ritmo, sem se importar se outros estão lá na frente. Nem todo mundo quer competir toda hora. Quando você quiser só participar, sem a intenção de ganhar ou se exaurir para mostrar empenho, apenas curta o percurso. Quem sabe no final, a prova não acaba sendo muito mais proveitosa para você...

domingo, 1 de maio de 2011

SAUDADES

Saudade é sentimento forte. É um querer sem poder momentâneo. É o desejo de estar perto, de compartilhar momentos e de presenciar conquistas e descobertas de quem a gente ama. É um precisar emocional de quem nos direciona um afeto genuíno, de quem aprecia a nossa presença em proporção semelhante. Saudade é o vazio deixado por uma ausência concreta e objetiva. Ou por várias ausências. É sentir o outro sem poder tocá-lo. É torcer de longe, participar a quilômetros de distância e temer o esquecimento, mesmo que isso seja racionalmente improvável.


Saudade é a certeza de que temos, na nossa vida, pessoas de uma importância incomensurável e que nunca serão substituídas no nível de importância que tem para a gente, por mais que o mundo dê voltas e que outros personagens sejam inseridos no nosso mundo social e psíquico.

É o sentimento que nos faz lembrar que nem sempre poderemos ter todos aqueles que queremos ao nosso lado, mas também é a fonte motivadora do desejo do encontro, a mola que nos empurra para o lado de quem amamos, a despeito das dificuldades que possam existir no trajeto e da distância física que nos é imposta pelas nossas escolhas e pelo rumo que a nossa vida segue.

P.S.: Bem-aventurados os que são como eu, e que tem pessoas que movem céus e terras para estar algum tempinho ao meu lado.

terça-feira, 12 de abril de 2011

PORQUE É MAIS INTELIGENTE

Não precisamos ter medo de ser feliz. Boicotar a felicidade, inventar fantasmas, duvidar da boa sorte pode ser um excelente modo de impedir o riso e evitar a paz. Sim, porque a vida pode ser boa. Apesar dos pesares. Com todos os dissabores e - sobretudo - com tudo o que de mais saboroso nos é oferecido ou conquistado. Porque a gente não precisa ficar com o pé atrás ou com os olhos bem abertos. Não quando a vida sorri. Não quando os motivos não convencem e, principalmente, quando eles são criações, obras de um sabotador interno que a gente tampouco sabe porque existe em nós, mas que alimentamos.

E que sejam expulsas tais criaturas. Que morram de inanição...


E que relaxemos na proporção exata da tranquilidade e da certeza que nos direcionam. Com palavras e com gestos. Não só nos discursos e nos diálogos cotidianos. Também neles. Mas, principalmente, na constatação incontestável da escolha, dos atos de cuidado, do carinho que nos é direcionado independente da tonalidade da rotina.


Porque a gente precisa se deixar ser feliz. Aceitar os presentes sem desconfiança. Receber o carinho sem os medos. Sim, é o medo que estraga a felicidade. O medo de algo que nem conhecemos, mas que nos angustia mesmo assim. O medo de um desconhecido que nem parece personagem da nossa trama, mas que a gente se apodera sabe-se lá porquê.


Que aceitemos o que nos é dado de bom grado e na sua exata proporção. Que aproveitemos os bons dias, os bons ventos, o melhor que poderíamos receber.


Que aprendamos a relaxar. A deixar que a nossa mente e o nosso coração estiquem os pés na areia e contemplem o mar, sem pressa. Ciente de que eles merecem. De que a gentre merece. De que não é pecado ter a vida boa, nesse mundo conturbado.

Pecado mesmo é ser ingrato. Pecado dos grandes. Ingratidão com a vida, então, deve render muitos pontos na carteira.


Então, que sejamos felizes na exata proporção que a vida nos oferece. Sem neuras, sem defesas, sem vestir a fantasia de coitadinha. Apenas sendo.


É isso.

terça-feira, 15 de março de 2011

PERDER PARA GANHAR

A maior parte das perdas são ruins, isso é fato! Mesmo que algumas delas tenham algum propósito ou sigam a máxima de que os fins justificam os meios. Sim, perder é péssimo, no momento em que se perde! Pelo menos nesse momento, ou até que a gente perceba - lá na frente - que perder algo era o que de mais vantajoso poderia nos acontecer naquela ocasião. Porque, às vezes, a vida se encarrega de endireitar o nosso caminho, quando a gente não consegue ler nas entrelinhas, entender aquela mensagem subliminar ou aceitar o óbvio.

Sim, e essa resolução da vida pode vim fantasiada de perda. E a gente não entende porque a única coisa que nos mobiliza e - paradoxalmente - paralisa é aquele sentimento amargo de não ter o que estava ali, a até bem pouco tempo atrás. O emprego, o namorado, o amigo, o campeonato, a estabilidade aparente e, até, aquela promoção imperdível. Sim, a gente sofre, principalmente, porque quase sempre a perda vem de mãos dadas com uma falta.

Mas é assim. Aos poucos, a gente vai entendendo o verdadeiro motivo do caos, ou das nossas frustrações. A gente percebe que a vida tem razões às vezes desconhecidas, mas que elas - gerlamente - são as melhores. E a gente segue. A gente se adapta aquela falta e ela vai, aos poucos, perdendo o status de dor. É que as dores vão sendo curadas com o tempo, com outras coisas alcançadas, com as conquistas realizadas.

E a gente entende, lá na frente, em outro capítulo da nossa história, que a vida acabou acertando, mais uma vez. Que determinadas perdas foram providenciais para a nossa felicidade. Que certas faltas, nem eram tão justificáveis assim. Que as coisas duraram o tempo exato que deveriam durar. E a gente segue mais satisfeito, mais tranquilo, mais disposto a aprender a se renovar, quando a próxima perder vier e bagunçar com a nossa homeostase. E a gente segue, consciente de que - nem sempre - a gente vai ter tudo o que a gente quer. E em outros casos, é possível, até, que a gente"perca" o que já tem.
Mas é assim. E, no final das contas, a gente se alegra por a vida ter mantido no nosso mundo o que de fato importa. O que realmente nos é vital. O que é imprescindível para a nossa felicidade. E ainda mais. Junto com as perdas cotidianas - as miniperdas - ela trouxe ganhos ainda maiores, tornando o saldo bem positivo para nós.

sexta-feira, 11 de março de 2011

SER FELIZ

Ser feliz é quase uma questão de escolha. Sei bem que essa frase soa um pouco clichê. Para mim também. Nunca havia parado para pensar sobre ela e acabei, muitas vezes, menosprezando a verdade escondida atrás de palavras tão batidas.
É preciso, sim, que a gente se permita ser feliz. Sei que, em muitos momentos, a coisa não é tão fácil assim. Vai um pouco além da nossa vontade consciente. Leiam bem: Consciente. Quantas vezes nos boicotamos, perturbamos o nosso bem-estar sem entender bem o porquê, e achamos que a gente nunca vai poder relaxar ao lado da senhora felicidade? Eu sou capaz de lembrar claramente de quantas vezes fiz isso...


Não que não vá fazer de novo. Sei lá. O nosso inconsciente carrega no seu baú, um punhado de razões que a gente desconhece. Material recalcado, medos inexplicáveis, razões quase impossíveis de serem imaginadas. E a gente, muitas vezes, acaba cedendo a pressão de comportamentos que simbolizam parte do que não foi devidamente organizado no nosso mundo psíquico. O problema, é que ele vem como um tsunami. Destrói tudo. A paz, o sossego, a agradável calmaria. E é aí que entra a vontade de verdade. Tal qual a força que temos que fazer, para resistir e não comer aquele chocolate, bem no auge da nossa TPM. Talvez, uma força um pouco maior. Talvez, uma disciplina gigantesca, para respirar fundo e não ceder à tentação de se comportar de um modo feio, mesquinho, quase insano, "sem ter nem porquê". A coerência para não agir, se a realidade não justifica - nem com muita imaginação - tal comportamento.


E com isso, deixar sossegada a nossa felicidade, cheia de razões para existir e para estar fazendo morada nos nossos dias. Porque, sim, ser feliz, muitas vezes, é uma questão de "deixar ser feliz". De permitir que o outro nos ame, que a gente se ame, que tenhamos o controle dos nossos dias, sem duvidar - em momento algum - que a gente, de fato, merece tudo isso!

quarta-feira, 9 de março de 2011

NÓS DOIS

A gente parecia ter poucas coisas em comum, na vida prática. Nos encontramos em uma das poucas ocasiões de semelhança. Ele havia construído uma vida com valores e princípios iguais aos meus, mas a direção dos seus dias acontecia de forma diferente. Ele era dotado de uma ingenuidade quase inacreditável. Eu havia aprendido a ler nas entrelinhas, a acreditar num certo determinismo psíquico e a aceitar que nada na vida acontece desprovido de intenção. Não me tornei uma pessoa dura, muito pelo contrário. Mas já conseguia separar o joio do trigo com uma estatística de acertos digna de ser levada em consideração. E isso, hoje sei, não é lá um mérito muito grande.


Ele teve que se tornar uma pessoa do mundo, como forma de autopreservação. Foi o caminho que escolheu e - provavelmente - a forma mais saudável de manter o seu self equilibrado. Tornou-se, assim, uma pessoa querida pelas mais diversas razões. Muitas certas, outras tantas não tão honestas. Esteve sempre rodeado de poucos grandes amigos, irmãos que a vida lhe trouxe, milhares de colegas circunstanciais, pseudo-amigos conquistados em festas e baladas, sugadores de imagem... Essa última, para mim, a espécie mais digna de pena. Porque era bacana ser querido (a) por ele. Porque ele tinha muitos amigos. Porque tinha uma vida movimentada. Porque é lindo em todas as dimensões. Porque a sua condição profissional dá status de uma forma torta, para os pouco alimentados de si mesmo.

Eu me tornei uma pessoa mais introspectiva. Aprendi a analisar quase que reflexamente. Com amigos, de verdade, de um perfil determinado. De características diversificadas, é verdade. Mas seguindo a lógica de que as semelhanças unem as pessoas. Não que não tenha me deparado com colegas de balada, amigos circunstanciais ou sugadores de imagem. Sim, muitas vezes os encontrei pelo caminho. Mas nunca os rotulei de amigo por achar que era esse o papel deles na minha vida. Faltava-me ingenuidade. Ou talvez, a vida tenha me ensinado a definir quem é quem, no jogo do bicho. Acho que o meu conceito de intimidade era um pouco diferente... Porque poucas pessoas se apropriavam da minha vida. Porque sempre me resguardei de ser a grande notícia ou o centro das atenções. Dei um valor muito grande a preservação da minha imagem e nunca soube dizer, ao certo, se esse é o melhor caminho. Mas sempre fui muito crítica comigo mesma, para correr o risco de ser julgada por quem não me conhecia, de fato. Talvez essa, também tenha sido uma maneira de me defender. Também não sei, se a mais correta...


Mas a gente se encontrou, mesmo assim. Porque talvez, por ser diferente do que ele estava acostumado, eu fosse o que ele procurava, de verdade. Porque, talvez, eu tenha conseguido lhe direcionar sentimentos desprovidos de intenções tortas. Porque talvez, comigo, ele tenha conseguido entender um pouco mais de si mesmo, no que tem de mais íntimo. Quem sabe, porque eu tenha feito ele enxergar determinadas coisas com outros olhos. E ele tenha gostado do novo, que encontrou nele.

E a gente se encontrou assim... Porque, certamente, ele me direciona um sentimento nunca antes sentido. Porque ele me faz entrar em contato com dezenas de fraquezas minhas, fantasiadas de teorias e certezas. Porque a simplicidade com que ele vive os seus dias, torna-os incrivelmente leves. Porque eu o admiro por um monte de coisas que me angustiam, numa relação bem contraditória, mas motivadora de mudanças importantes, que talvez eu precise enfrentar. Porque ele me leva a questionar um monte de comportamentos. Talvez, porque ele seja o que nunca pensei para mim, mas o que mais me faz feliz. Porque ele me dá a segurança de um amor intenso. Porque eu o amo com o amor mais inédito e mais exclusivo do meu arsenal de sentimentos. E com ele, ando numa necessidade constante de limpar a chaminé, como numa sessão de psicoterapia perene. Como se isso fosse parte importante no meu processo de ser feliz de forma segura. Que às vezes dói. Às vezes angustia. Mas que sei ser imprescindível para que eu me deixe ser amada simplesmente pelo que sou. Sim, porque é assim que ele me ama. Descabelada, surtada, irritada, nos meus maiores momentos de imperfeição. E isso, para mim, talvez seja uma gostosa e assustadora novidade. Porque ele me leva a querer ser uma pessoa melhor...

E a gente se encontrou pelo mais simples motivo. Eu poderia dizer que foi porque nossos valores são iguais, nossos princípios são da mesma família. Porque a gente provocou um processo de amadurecimento mútuo. Porque a gente gosta da companhia do outro em qualquer programa e fazendo nada. Porque o outro é o nosso porto-seguro, nosso alicerce, nossa vida. Mas na verdade, considerando tudo isso, a gente se encontrou porque somos pessoas cheias de sorte e a vida deve gostar um tantão da gente. Porque amor assim, que só acontece uma vez na vida, não se explica. Não se define. Acontece, e pronto. E a gente tem que aproveitá-lo diariamente, da forma mais intensa e mais justa possível: amando, cuidado, merecendo e agradecendo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

MUDAR PARA EVOLUIR


Por mais adaptável que sejamos, é impossível passar incólume às mudanças.

Porque toda mudança pressupõe uma escolha, e escolher traz no pacote renúncias, riscos, expectativas e novas possibilidades. Porque mudar - quase que de forma automática - leva-nos a uma análise da nossa vida, dos caminhos que estamos seguindo, das escolhas que fizemos. Como uma espécie de diagnóstico existencial do que já foi vivido, até então. Mudar não é fácil. Mas ninguém disse que é, ou que precisa ser.

Mudar é difícil, sim, se você está ativamente comprometido com a mudança. Se você não se imagina apenas como coadjuvante do processo. Mas o fato de ser difícil não significa que tenha que ser triste ou sofrido. Não é o conflito que traz a tristeza, mas sim a impossibilidade de resolvê-lo. Mas o impossível não é ponto comum na vida de quem ousa, de quem se dispõe a recomeçar quando necessário.
Itálico
Ok. Não basta só boa vontade e fé. É preciso coragem para sair da zona de conforto e para abandonar a segurança do conhecido. É preciso certezas, mesmo com todas as novidades e inseguranças de um futuro apenas imaginado. É imprescindível raízes fortes para que a identidade não se perca no caminho, diante dos perrengues e das dificuldades. Pode-se sucumbir. É até normal, dentro do contexto. Mas não pode cair... Além disso, é condição sine qua non, ter aqueles que nos são emocionalmente relevantes por perto, segurando na nossa mão, andando na mesma direção e nos direcionando afeto correspondente, recíproco, para que a gente sempre lembre das verdadeiras razões para estarmos ali. Para que sempre tenhamos um porto-seguro para onde correr, quando for preciso descansar.
Sim, descansar. Porque o processo de adaptação pode demandar muita energia, muito esforço, até que as coisas atinjam a sua homeostase de novo.
Mas, acredite: No momento em que essa homeostase for atingida, você poderá comprovar que todas as mudanças vivenciadas - por mais difíceis que tenham sido - serviram para tornar o seu presente uma clara evolução do seu passado, endossando a máxima de que "os fins justificam o meio" e fazendo com que você, enfim, entenda as razões de ter apontado o dedo para aquela direção e decidido seguir em frente.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

QUE EU...

Que a vida seja boa...
Que eu consiga, definitivamente aquela paz tão almejada.
Aquela paz que eu mesma pareço expulsar de casa, sabe Deus porquê. Que eu saiba tê-la como moradora ofical, e não como uma visitante passageira. Não me incomodo com os momentos de incerteza ou com as angústias próprias de determinados momentos. Mas que a minha paz interna esteja ali, mesmo que adormecida. Que eu dê um sossego bem extenso a minha cabeça e a deixe descansar tranquila, livre das elocubrações sem fim, de uma mente inquieta. Uma mente que conversa sozinha e que não respeita sábados, domingos nem feriados. Uma mente que precisa de paz, mas que - contraditoriamente - parece achá-la um luxo para esse corpinho que lhe abriga.

Que eu administre os conflitos imaginários, com a mesma eficácia que administro os conflitos concretos. Que eu aprenda a viver. Que eu aprenda a descansar. Que eu aprenda a não me perturbar com tanta frequência.
Que eu seja boa como a minha vida...

De volta!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

QUE SEJAMOS FELIZES

Que tenhamos sempre bons pensamentos. Que as tardes de sol sejam duradouras e os bons momentos permaneçam sempre presentes nas nossas lembranças. E que, na hora da raiva, a gente não esqueça do que foi bom e de quem - por regra - nos faz bem. Que essa memória sirva para abrandar os ânimos e dirimir as angústias. E que tudo isso passe rápido e não deixe resquícios. Que os maus momentos percam a cor rapidamente, dando lugar a novas e lindas histórias. Que as nossas mágoas naufraguem.
Que saibamos pedir perdão e perdoar com a mesma disponibilidade. Que saibamos respirar fundo mais vezes. Que respirem profundamente quando a gente sair da linha. Que possamos nos dar o direito à felicidade do jeitinho que a vida nos traz. Sem procurar explicações, lógicas ou segundas intenções.
Que as manhãs sejam lindas e as noites acolhedoras. Que cantemos mais e dancemos sempre que der vontade. Em casa, na rua, no nosso cantinho predileto. Que tenhamos um monte de coisas prediletas, para que cada uma delas tenha um "quê" de especial. Do concreto ao abstrato.
Que sejamos felizes. Porque é isso o que a vida pede de nós. Felicidade, sempre!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Solitário entendimento OU cada qual com seus problemas

Já falei aqui em outra ocasião mas, infelizmente, o bom tempo nos leva ao esquecimento de algumas lições que deveriam ser inesquecíveis.
É sobre pedir o que não deve ser pedido...
É sobre não mendigar, não fazer solicitações, nem pedir "pelamordedeus", algo que deveria vir naturalmente, como consequência normal das coisas. Mas a gente esquece. A gente não aguenta ver as coisas fora do lugar. A gente sucumbe - e pede - porque o sofrimento manda o orgulho passear, na maior parte das vezes. E os meus sofrimentos são viscerais. Tão intensos quanto a velocidade do meu pensamento e o amor que dedico as pessoas que me são importantes. Então, lá vou eu, fazer fila, argumentar, pedir atenção e um tico de entendimento.
Lá vou eu pedir o "impedível". Tentar objetivar o tamanho dos males que me provocam para poder fazer um relatório que comprove as minhas necessidades. Que torne físico e concreto, o que é de natureza incomensurável..
Lá vou eu tentar ser ouvida no que tenho de mais interno. E vou, sabendo que o outro lado tá pouco disposto a escutar. Que o não concordar é suficiente para bater o pé, mater-se no mesmo lugar e - no máximo - me ajudar a juntar os caquinhos, quando o baque for forte demais.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MULHERES

Tenho pensado muito a respeito de todas as cobranças despejadas sobre nós, mulheres. O tanto de coisa que a gente tem que ter, fazer, conquistar, para poder ser bem-vinda no rol das mulheres bem-sucedidas, segundo a óptica dessa sociedade cruel em que nós vivemos. Tudo bem, o pensamento parece ter evoluído por um lado. Conquistamos a nossa independência, mas esqueceram de nos avisar que ela vem arrastando um monte de obrigação extra. Não obrigação do tipo “pôr a mão na massa”, trabalhar, executar. Porque isso a gente tira de letra, mesmo que o esforço tenha que ser homérico. Obrigações subjetivas que parecem tão imprescindíveis para que a gente alcance a tão esperada felicidade. Porque, nesse caso, felicidade significa cumprir todas as expectativas. As do público interno e a do público externo. As do público externo que a gente acaba achando que é nossa, de tanta pressão velada que sofremos.

Quando a gente chega aos 30, aí sim, a situação parece ficar um pouco mais complicada. Não sei porquê, estabeleceu-se que - nesse momento – você pode até não ter trabalho, mas tem que ter marido. Não é só o retorno de saturno. É a hora da verdade. Bem, assim a gente pensa quando tem 20, 25, 28 anos. Nessa época, parece que o mundo vai acabar amanhã e nós temos que ter o emprego “para sempre” e a família encaminhada. Aliás, sendo muito honesta, ser bem sucedida profissionalmente e não ter respectivo faz com que a maioria olhe para a gente com um ar meio estranho... Não importa se essa é a nossa escolha. Não importa se a gente decidiu não querer qualquer coisa. Não importa se a carreira foi a nossa prioridade durante certo tempo. Não importa se, simplesmente, o cara certo ainda não deu o ar da graça.

Infelizmente, essa realidade ainda é mais verdade, para os habitantes das cidades menores. Outro dia, escutei um homem, solteiro, para lá dos seus 35 anos, dizendo que mulher com mais de 30, solteira, é problema. Não preciso dizer que a história do sujeito é a mais enrrolada possível, né? Mas como ele, tem muitos... E muitas. Que olham para as balzaquianas lindas, no seu terninho chique, ou no seu momento “cuidando de mim mesma”, treinando, correndo pelas ruas com seus corpinhos de vinte e pensam: “Fulana é tão linda. Por que será que ainda tá solteira? Tadinha”.

E aí a gente pára e percebe que muitas pessoas vivem casamentos falidos, só para dar uma resposta a sociedade, ou para esconder o medo de ficar sozinha, na gaveta. E a gente percebe que muitas dessas pessoas queriam ter a liberdade de estar fazendo as suas escolhas de forma independente. E a crítica, muitas vezes, é a fantasia escolhida por pensamentos nostálgicos...

É duro. Mas com a experiência dos meus “trinta e tralalá”, posso dizer que não existe fase melhor para viver. Para cuidar de si mesma. Para conhecer lugares. Para conhecer pessoas. A equação independência financeira, maturidade e liberdade é perfeita. Perfeita e muito propícia para a gente viver a tal felicidade. E para nos conhecermos de verdade. Para separarmos o joio do trigo e identificarmos que desejos são nossos e quais são imposições veladas da sociedade, que a gente acaba achando que “precisa”. Quais são as nossas reais necessidades e que coisas são apenas expectativas dos outros sobre nós mesmos. E aí, fica muito mais fácil a gente ser querida. Fica muito mais fácil a gente conhecer e atrair pessoas interessantes. Fica muito mais evidente o que a gente quer. E se o cara tiver que aparecer, ele vai aparecer. Aos 20, aos 30, aos 40... Na hora certa, sem pular etapas, sem atropelar sentimentos, sem nos roubar experiências que precisam ser vividas para que a nossa escolha seja realmente consciente.

Aí, nesse momento, a gente entende tudo. E a gente dá graças a Deus por não ter cedido aos nossos medos de inadequação, e ter seguido em frente. A gente agradece por a vida ter nos contrariado aos 20 anos, quando a gente já queria que tudo se resolvesse ali. Porque nada melhor do que ser uma balzaquiana feliz, realizada e sem lacunas por feitos não realizados. Tudo a seu tempo. Tudo, no seu tempo certo.

Curtam. Vivam. Aproveitem.

Importem-se, apenas, com o que realmente importa!

domingo, 5 de setembro de 2010

ELA... ASSIM...

Às vezes, ela queria que todos os seus sentimentos fossem passíveis de narrativa. Que fosse lógico para terceiros. Que tivesse uma causa justa ou uma explicação racional. Mas nela, quase tudo é pessoal, intransferível, abstrato. Nela, as sensações surgem sem aviso prévio. É um descuido e pronto. Está insataldo seja lá o que a alma dela precise gritar. Nem sempre é tão bom para o outro, mas geralmente é ainda mais complicado para ela. Que tenta manter a lógica, mesmo quando as lágrimas resolvem declarar independência. Que procura entender, quando sabe que não existem respostas conscientes para o que busca. E, a cada dia, acredita com mais certezas que as suas perguntas nem são, assim, tão necessárias...
Mas ela continua questionando, mesmo sem saber o porquê...



domingo, 29 de agosto de 2010

MINHA LOTERIA

Quando a gente encontra alguém do nosso número, a vida ganha uma conotação totalmente diferente. Muda-se o plano de fundo, as configurações, os favoritos. Os nossos desejos e a nossa "lógica pensante" começam a sofrer alterações antes inimagináveis. E a gente se entrega... E começa a viver cada mudança da forma mais visceral que existe. Ordem natural das coisas, por mais desordens temporárias que isso provoque. E a gente até começa a curtir essas desordens e a achar gostoso ter que (re)arrumar o nosso mundo físico e psíquico. E a gente começa a perceber que - até então - a gente não entendia nada de amor...

Porque o amor de verdade só nos é apresentado quando a gente esbarra em alguém que parece ter sido feito com moldes semelhantes ao nosso. Quando a vida nos apresenta alguém que não nos exige esforços homéricos, nem adaptações traumáticas. Porque o amor de verdade faz todas as ações parecerem involuntárias, reflexo do que sentimos. E essa sintonia, essas similaridades, impressionam pelo que fazem da nossa vida. E a gente se impressiona com a intensidade do que sente pelo outro. E ri à toa quando lembra dele. E sente o coração ficar pequenininho nas ausências. E a gente se sente a pessoa mais sortuda desse mundão de meu Deus. Porque a gente encontrou o tesouro mais escondido dos sete mares. Porque a gente foi agraciada com o prêmio mais esperado. Porque a gente recebeu da vida, uma das maiores bençãos que existe. E a gente agradece todos os dias, pela honra de ter a nossa outra versão dividindo a vida, os momentos, os perrengues, as vitórias e descobertas...

E a gente deseja que cada pessoa possa - um dia - experimentar as sensações e os sentimentos que agora fazem parte do nosso arcabouço emocional. Porque é isso o que faz a vida valer à pena em todos os seus milésimos de segundo...

Obrigado, obrigado, obrigado... FOREVER!!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SER FELIZ

Sempre conheci a felicidade de perto. Amiga íntima, parte inseparável de mim. Constante, enrraizada, simbiótica. E alguém um dia pergunta: "Feliz? Quem é feliz? Você é feliz?". A resposta veio sem necessidade de pensamentos prévios. "Eu sou feliz. Sim, tive e tenho momentos de tristeza. Mas são momentos, estados passageiros e não determinantes da minha nobre existência". É triste não ser feliz...

Mas agora a minha felicidade é diferente, assumo. Porque mesmo feliz, antes, ainda existiam frestas, vãos, abismos (mesmo que navegáveis). Resultado direto de anos escarafuchando o meu mundo psíquico. Primeiro, por necessidade profissional. Depois, por necessidade existencial. A busca dos porquês. A necessidade de definir o que realmente é meu e o que reproduzo como de minha propriedade, por força do hábito. As regras, as normas, as convenções que nos são empurradas goela abaixo pela sociedade em que vivemos. E que a maioria aceita sem questionar... Não eu. Mas pensar demais, muito, incessantemente, às vezes, nos faz sair do eixo, da linha, do prumo. Causa espanto na maioria. Causa dores internas difíceis de definir. Só que com o tempo, a gente aprende que essa saída pode ser bem útil para que possamos enxergar melhor. Ver melhor, quem vê de fora, alguém disse isso, um dia.

E agora, cá estou eu. Feliz. Mas com uma felicidade bem diferente... Com uma felicidade generalizada, total, sem buracos ou interrogações. Com uma felicidade que merece outro momento para ser descrita... Com uma felicidade mais minha do que nunca...