Às vezes, algumas pessoas querem empurrar sentimentos que elas sabem ser irreais, apenas para que lhes sirvam de álibi num momento oportuno. Te enchem de "você acha - você pensa - você sente", só para protegerem as suas ações e manterem o personagem a salvo. É mais fácil, mais seguro e eles acham que isso os desobrigam das respostas. Ledo engano. Nem todo mundo aceita essas "pseudo-projeções" para sempre, de bom grado. Alguns aprendem a distingui-las, mas desistem de argumentar. Afinal, alguns mecanismos de defesa requerem mais terapias (show me the money!!!!!!!) do que tentativas de convencimento. Assim, depois de tentativas frustradas de mostrar qual é a real, sobra o "pensem o que quiserem e façam o que bem entenderem" com esse pensamento. No final, cada um sabe o que faz. Certo ou errado. Agradável ou não. Mas, se é preciso tanto artifício nesse discurso de "pessoa ofendida", é porque a realidade não deve ser lá tão bonita, certo?!
Nem sempre podemos direcionar as nossas energias para o seu devido lugar. Nessas horas, uma corrida, um bom chocolate ou um livro interessante mudam o percurso daquele xingamento que já estava fazendo cócegas na nossa boca. Mas também, se a vontade for muito grande e o objeto merecedor, vá em frente, pra não correr o risco de engolir sapos que nem no seu brejo merecem estar!
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
DIFERENÇA
A diferença de um dia a mais, um dia a menos?
E dois dias? E três?
E não saber quantos, então? Que diferença faz?
Algumas vezes, as coisas não são tão simples quanto parecem, ou quanto querem fazer parecer.
Às vezes uns dias podem representar muito mais.
A falta de perspectiva, as incapacidades e as frustrações.
A falta de perspectiva, as incapacidades e as frustrações.
Mais uma noite mal dormida, problemas solucionados, a consciência da solidão.
Os sortudos escolhem que diferença faz.
Os menos evoluídos, engolem a seco.
Os menos evoluídos, engolem a seco.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
PRECISO RECEBER INSALUBRIDADE. FATO.
Vou te contar. Dentre tantas opções, escolhi lidar com gente. Pessoas do tipo humano, que às vezes despertam o nosso instinto mais primitivo. Freud tinha razão. E minha saúde mental, por vezes, questiona as minhas escolhas. Gente é bicho difícil. No contexto laboral, então, tem dias que parece que o cenário fica ainda mais trash!
Quando quer e tem muita vontade, gente reclama, gente briga, gente não pára nem para fazer sinapses, gente nem quer entender. Gente aperreia o nosso juízo e esse parece ser o objetivo primordial. Gente quer e ponto. A vida coletiva que se resolva depois.
Olha só: dente não fála, casa não resmunga, máquinas obedecem. Sim, minha vida poderia ser, pelo menos, um pouco mais tranquila! Mas dedo podre é dedo podre. Aponta pra letrinha errada porque o coração quer, porque gosta de escarafuchar no mundo psíquico, porque tem inclinação para o que não pode controlar, prever ou presumir, contrariando a minha personalidade que precisa de regras para viver, desde que eu me entendo por gente. Vai entender. Gente é assim.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
DEMORA PARA CHEGAR A SEGUNDA????
Quando Murphy resolve se hospedar, ele vem de mala, cuia e colchãozinho inflável. Desde quarta, espero pela sexta. Semana punk demais para não se desejar, desesperadamente, o fim de semama.
Então vocês olham o post anterior e pensam: "Uhú! Hoje é sexta". Cervejinha, curtir o marido e tal. E eu vos falo: Já estou esperando o domingo. Quem muito espera, pode se decepcionar.
As más notícias não esperaram nem a hora do almoço da tão desejada sexta.
Prognóstico do fim de semana: H-O-R-R-O-R-O-S-O!!! Desculpem o mau humor. Sou virginiana, pragmática e preciso de regras e planejamento para viver! Tirar o doce da mão da criança ao 45' do segundo tempo é covardia ou sacanagem. Preciso de aviso prévio, comunicação antecipada ou coisas do tipo. E, nesse caso, não tem defesa do consumidor ou ouvidoria para a gente expor a indignação. Sobrou para vocês, então. So sorry!
Desculpem o momento catártico, mas é que, ultimamente, o meu fim de semana tornou-se o meu oásis. E olhem só: Meu oásis virou uma miragem!
That's all, folks!
Vou correr, que é o melhor que eu faço.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
SUBLIMANDO...
Não, eu nuca serei rica. Provavelmente não morarei num apartamento de 700 m2 ou coisa parecida, mas jantarei com a minha família todas as noites. Não sou desprovida de ambições, mas as que tenho diferem um pouco do que é diariamente pregado por essa sociedade. Não estou disposta a vender a alma ao diabo ou abrir mão de coisas que me são tão importantes por um salário polpudo no final do mês, que nem terei tempo de aproveitar. Prefiro o mediano e suficiente em várias esferas da minha vida do que descobrir um lado para transbordar no outro. Quem me conhece, sabe. As minhas escolhas sempre foram pensando dessa forma.
Lutei bravamente para a minha rotina não estar limitada ao casa-trabalho. Preciso de horas para correr e treinar. Preciso de momentos diários para organizar a casa e curtir o marido. E me fere, profundamente, quando falho em algum aspecto. Preciso de tudo, um pouco. Não desejo ser a corredora que faz o tempo super-hiper-mega, mas preciso fazer os meus 10k quase diários para não perder a minha identidade. Não quero ser a super executiva do mercado de Recursos Humanos. Quero ser a profissional competente, mas que passa longe do título de workaholic, com muito orgulho. Não preciso ser a "amélia que era mulher de verdade", mas gosto de tratar bem e ter tempo para os que me tratam com tanto carinho. A minha definição de casamento não é apenas dividir o mesmo teto e dormir junto toda noite. É compartilhar e curtir, nem que seja cada dia, um pouquinho. Na minha casa, as refeições sempre foram feitas com todos à mesa. Dentre tantos, esse é um dos ensinamentos que pretendo preservar.
É isso gente. Diferentes pessoas possuem diferentes ambições. E, para mim, existe coisa mais importante na vida do que muito dinheiro no bolso, super status e pouco ou nenhum tempo para eu ser euzinha mesma. E viva a minha vida simplezinha para os olhos de quem deseja conquistar o mundo!
P.S.: Desabafo de 1) Uma pessoa que, na quarta, já queria que fosse sexta; 2) Um ser humano que vai fazer treino de tiro às 22h, por falta de outro horário; 3) Alguém que não teve 2 minutos durante o dia para avisar a faxineira que, sim, pode jogar aquelas rosas fora; 4) Euzinha, que passei as duas horas no ônibus de volta para casa, chorando incontrolavelmente, por puro cansaço.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
DESABAFO PÓS-SEMANA
Tem momentos em que o peso das escolhas e as consequências das decisões tornam-se figura no nosso campo psíquico. Isso geralmente ocorre nos momentos de maior fragilidade emocional. Numa TPM, quando o cansaço parece avassalador ou quando somos impedidos de fazer coisas que são nossas. Nesses momentos, as "trocas" que fazemos parecem ser revistas e o passado, revisitado. Não porque a gente não está feliz. Não proque estamos arrependidas ou insatisfeitas. Por nada disso. Mas porque a gente queria uma soma de todas as coisas. Ou então, o que fosse mais acalentador, a curto prazo.
E minhas escolhas numa foram "simplezinhas", do tipo casar ou comprar uma bicicleta. Os meus pacotes sempre são recheados por muito ônibus e muito bônus (Ops, deve ser a força do hábito. Ônus, Kiki. Ônus!!). O que torna - pelo menos - a balança bem equilibrada. Pra quê correr 5km, se eu posso correr 10km? Por quê correr 10km se eu posso tentar os 21km? Pra quê só correr, se eu posso correr, malhar e jogar volei? Pra quê só casar e sair da casa dos pais, se eu posso casar + sair da casa dos pais + trocar de cidade + mudar de emprego + reticências?
É isso. I'm so tired! E olha que o marido é dos melhores e a perspectiva do emprego, também. E a cidade é maravilhosa e tudo mais. Já falei que minhas escolhas sempre são prime, né? Mas é que queria minhas horas de folga de volta. Queria minha energia de volta. Minha família e meus amigos que tanto me fazem falta. Queria as crianças perto de mim. Queria a roupa lavada quando eu chegasse em casa. Queria o direito de descansar nas míseras 3 horas diárias que passo acordada, no meu lar, durante a semana. Queria o meu conforto financeiro não para daqui há 2 meses, mas para agora. Queria meu carro para ir e vir, mesmo que a economia fosse apenas de 30 sagrados minutos. Queria a independência dos soutiens queimados, porque - até agora - acumulei as funções, mas em piores condições de trabalho.
That's all!
terça-feira, 5 de julho de 2011
RETICÊNCIAS
Se você traz para o seu mundo, alguém que não é originalmente do seu mundo, precisa se acostumar com a possibilidade da presença de pessoas diferentes, inoportunas e que nada tem a ver com a sua realidade. Esse é o fato mais fato que há.
E se você é de um mundo diferente, tem que saber que nunca responderá na mesma moeda. Nem mesmo respoderá... Sim, é essa a educação que faz com que os mundos sejam antagônicos, polares. Se você convidar para o seu mundo, alguém de um mundo diferente, acostume-se a engolir sapos e relembrá-los de vez em quando, porque o pacote, provavelmente, contém peças impossíveis de serem aceitas. Para isso serve a sublimação, a terapia e os amigos. Eles irão lhe ajudar a conservar a fé e a mater-se de pé.
TRISTE CONSTATAÇÃO
Tem dias que a gente se entristece sem saber porquê. E se culpa por não estar agradecida. Tem dias que, mesmo fazendo sol, os dias são nublados dentro da gente. Sem razão. Sem motivo. Sem nada que a gente consiga entrar em contato de forma consciente. Talvez seja o fato da memória trazer à tona a existência real de pessoas que não são boas, honestas ou queridas. E perceber que essas pessoas podem se inserir no nosso mundo, mesmo a nossa revelia...
terça-feira, 21 de junho de 2011
DIREITO AO SILÊNCIO. SÓ.
Existem muitas formas de se tirar os direitos de alguém. Não precisa proibir ou negar possibilidades. Basta não ouvir, não considerar, não estar preocupado em entender ou se aborrecer. Apenas isso já é suficiente para minar uma vontade de expor o que se pensa ou sente, quando o receptor é alguém que deveria estar presente, no sentido literal e figurado da palavra. Basta isso. Apenas isso. Aí você desiste de ocupar igual posição e começa a entender que muitas coisas mudam quando você opta por não falar alto ou por não querer se impor. Mesmo que tenha razão.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
PROTESTANDO
PROTESTO TOTAL!!!!
Ontem a tarde o blog resolveu não funcionar. SORRY!!! Era o que dizia. Ok, Ok. Deixei de postar algumas coisas desejadas, mas tudo isso foi perfeitamente administrável.
Difícil de engolir foi ter sumido o meu post de ontem de manhã. O último que consegui escrever. E ainda por cima, sobre a gostosura do meu sobrinho. Sim, porque ontem ele fez dois anos de lindeza, sabedoria, esperteza e determinação.
Tô podendo não, com esse furto intelectual...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
CADA UM COM O SEU CONTO

Algumas vezes o coração aperta e a gente não sabe bem porquê. Ou até sabe, mas não entende as razões. Tenho andado meio nostálgica, essa é a palavra. Um pouco perdida no processo de acomodação. Tudo assimilado, mas faltando acomodar, para completar o processo adaptativo. Carente do meu pacote tão característico, mas de uma página pertencente à capítulos anteriores. Que até podem ser revisitadas, mas que não podem paralisar a leitura. Um sentimento de vida suspensa. Aquilo tudo que a gente lê, e até soa clichê. Aquela história da gente sempre precisar de um passo à frente para ser completamente inteira. De "ter que", forever. Mas tá sim, faltando um pedacinho de mim mesma... Um passo à frente, quem sabe.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Às vezes cansa.
Alguns dias amanhecem diferentes do outro, e eu acordo cansada de algumas coisas que me são íntimas e constantes. Cansada de esperar, de decorar, de estar só, de falar ao telefone, das "surpresas" cotidianas, das leituras e releituras, de correr, de cozinhar para mim, de grifar, de não ter alguns sábados, domingos e feriados como uma pessoa normal, de não ter uma vida normalzinha, de ter que ir pra academia, de "ter que ter" paciência, de me sentir culpada, das perdas inerentes as escolhas, dos 2 litros de chá verde, da espera do fim de tarde sem saber se ele chegará como quero, das expectativas frustradas, das ambivalências, de colocar a roupa na máquina, de forrar a cama, de ficar sozinha, de novelas, de escola de pilotos, de acessos à internet, de descobrir o que não conhecia. É isso. Cansada do que me é atualmente característico. Por desejo, por escolha, por necessidade ou por falta de opção. terça-feira, 29 de março de 2011
QUEM SE IMPORTA SE A FICHA É SUJA??
No dia 23 de março, o ministro do STF posicionou-se em relação a Lei Ficha Limpa. Luiz Fux declarou que a dita lei só deve ter validade a partir de 2012...
Ainda não descobri como funciona o mundo da política. Queria saber, aprender, tornar-me uma pessoa politizada, intelectual, "por dentro do assunto". Mas confesso que, a cada dia que passa, essa matéria parece - para mim - como a matemática da 8a série... Incompreensível. Com vantagem para os números que - apesar das minhas deficiências pessoais - possuem uma lógica, uma objetividade, um caráter imutável. Não tem para onde correr. Ou é ou não é. Não dá para inventar que 3 + 3 é 7, só para deixar o seis de lado ou dar visibilidade ao sete. Não funciona assim. Não que desgoste das mudanças e da evolução. Muito pelo contrário. Por formação, sou levada a acreditar que tudo e todos sempre podem ser melhores. Mas não me atraem as artimanhas para levar vantagem. As mudanças e alterações para proteger fulano e cicrano que nem vergonha na cara tem, para merecer tanta proteção.
Aí vem a ficha limpa... Algo do tipo: você só é acusado se for pego em flagrante delito, com a mão na massa, confessar em alto e bom som para toda a nação, não tiver nenhuma razão (nenhumazinha) para ter pisado na bola, for mal, feio e 101% da população não tiver nada a declarar a seu favor. Nem que você é um bom pai, um vizinho silencioso, um chefe "generoso". Se nada disso acontecer e você for julgado em 453 instâncias e recorrer 454 vezes, você pode ser considerado - de fato e de direito - um "ficha suja". Ah, se o crime for muito grave, você ainda pode dizer que "era só caixa 2". Parece que esse argumento já pode funcionar no nosso país...
Não bastasse tudo isso, ainda tem gente que não quer que a lei vigore já, pra ontem. Quer protelar, pra ver se algo mais muda nesse mundo da política e os metralhas saem ilesos (mais uma vez!). Um mundo a parte. Algo como o fantástico mundo de Bob. É, porque no nosso país, se você não tiver a ficha limpa, dificilmente você consegue um emprego de qualquer coisa que seja. A única exceção e a mais contraditória do mundo, é o cargo de representante do povo. Pra essa função sim, as pessoas podem ter um passado que condene ou um presente mais sujo do que avenida em final de carnaval.
Inacreditável. É como subestimar a inteligência alheia, fazer piada da desgraça de grande parte da população, estampar - em letras garrafais - que pobre de nós, detentores de um poder, que pouco pode...
sábado, 26 de março de 2011
TEM HORAS, QUE PENSAR RÁPIDO É A MELHOR SOLUÇÃO
Quanto vale uma fuga? Abandonar o time antes do final do campeonato, deixar aquele projeto promissor de lado, jogar a toalha, pedir substituição no primeiro tempo da partida, sair da sala antes do final do filme, aproveitar o resgate para não ter que seguir em frente...Quanto vale uma fuga: abrir mão do que sempre se quis, fechar a porta quando ainda tem gente dentro, sair à francesa para não ter que dar explicações, inventar uma desculpa qualquer, para não tirar a realidadade de ses escombros psíquicos.
Quanto vale tudo isso???
O ficar calado para não compormeter-se, o fugir do diálogo por medo dos argumentos alheios, o querer, maior que o não querer,mas vítima direta do não saber como...
Quem não arrisca, quem demora a decidir, que menospreza a urgência alheia, acaba contentando-se com o que demais óbvio há... ululante...
sexta-feira, 18 de março de 2011
NEM SEMPRE AS 6as PRECISAM SER 13

INGRATIDÃO...
Por mais que a gente trabalhe direitinho durante toda a semana se, em um único dia, o nosso desempenho não for 100%, com todos os louvores, todo o resto é esquecido e seremos deixada de lado na hora daquela promoção.
Já disse alguém, um dia... Ou não...
Cada um tem o que merece. Alguns, um pouco mais.
Nem sempre o mundo é justo!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
NADA VEM DE GRAÇA... "Nem o pão, nem a cachaça"

Não sei quando foi que eu desaprendi a gritar. Em que momento da minha vida eu decidi que era melhor sofrer calada com o que me incomoda, do que cuspir o sapo em alto e bom som. Não sei quando foi que eu desisti de bater a porta e transformar minhas tristezas numa agressividade saudável. Não sei quando se deu essa mudança. A partir de que ponto da minha história, eu deixei de "brigar pacificamente" e gritar, quando me senti agredida. Porque que eu resolvi sempre respirar fundo, pedir baixinho e rezar para ser ouvida no melhor estilo madre Tereza, quando meu mundo psíquico se manteria muito mais saudável se eu chutasse o pau da barraca e estampasse em letras garrafais as realidades que são incompatíveis com o meu bem-estar. E ponto. E aceitasse quem quisesse. Quem achasse que vale à pena. Quem estivesse disposto a pegar o pacote completo, com o ônus e o bônus abraçadinhos feito irmãos siameses.
Porque passo longe de uma pessoa mimada ou cheia de vontades. O chip do orgulho deve ter sido expelido naturalmente, quando saturno retornou "sei-lá-pra-onde". Frescura, não tenho nenhuma. E se tenho, é tão insignificante quem nem vale ponto no currículo. Sendo assim, o que não me agrada, não me agrada porque me faz mal de verdade. E a gente não deve aceitar o que faz mal. A gente não deve colecionar mágoas por medo de incomodar. Principalmente quando a gente é incomodado numa frequência ritmada, e ninguém liga.
E é a gente que tem que entender. É a gente que tem que justificar a ação de terceiros. Somos nós que temos a obrigação desobrigada de passar por cima, entender as palavras que soam como tapas na cara e sorrir porque o outro "tem problemas-estava bêbado-tem um coração bom apesar das repetidas agressões-coitado-tem trauma de infância".
E a gente se ilude achando que ganha bônus por tamanha capacidade de compreensão. A gente até acha que - um dia - será recompensado quando a situação for crítica para o nosso lado. Quando a gente precisar tanto a ponto de criar coragem até para pedir. Lêdo engano, pessoas. Em alguns casos, não é dando que se recebe... E isso me faz pensar se - melhor mesmo - não é ser impulsiva e descompensada, quando o mundo pedir isso da gente. Ser um pouco mais humano, demasiado humano, para poder delimitar território e receber a parte que nos cabe nesse latifúndio. Sem pedidos, sem favores, sem a angústia da espera.
E tenho dito. Bem dito.
Porque passo longe de uma pessoa mimada ou cheia de vontades. O chip do orgulho deve ter sido expelido naturalmente, quando saturno retornou "sei-lá-pra-onde". Frescura, não tenho nenhuma. E se tenho, é tão insignificante quem nem vale ponto no currículo. Sendo assim, o que não me agrada, não me agrada porque me faz mal de verdade. E a gente não deve aceitar o que faz mal. A gente não deve colecionar mágoas por medo de incomodar. Principalmente quando a gente é incomodado numa frequência ritmada, e ninguém liga.
E é a gente que tem que entender. É a gente que tem que justificar a ação de terceiros. Somos nós que temos a obrigação desobrigada de passar por cima, entender as palavras que soam como tapas na cara e sorrir porque o outro "tem problemas-estava bêbado-tem um coração bom apesar das repetidas agressões-coitado-tem trauma de infância".
E a gente se ilude achando que ganha bônus por tamanha capacidade de compreensão. A gente até acha que - um dia - será recompensado quando a situação for crítica para o nosso lado. Quando a gente precisar tanto a ponto de criar coragem até para pedir. Lêdo engano, pessoas. Em alguns casos, não é dando que se recebe... E isso me faz pensar se - melhor mesmo - não é ser impulsiva e descompensada, quando o mundo pedir isso da gente. Ser um pouco mais humano, demasiado humano, para poder delimitar território e receber a parte que nos cabe nesse latifúndio. Sem pedidos, sem favores, sem a angústia da espera.
E tenho dito. Bem dito.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
DO QUE TENHO QUE APRENDER
Primeiro a gente fica com raiva porque a gente não consegue entender. Depois, a gente entende que esse sentimento é, na verdade, um pouco de indignação com a gente mesmo. Por ter a iniciativa, por engolir sapo e - mesmo assim - dispor-se a entrar no brejo de coração aberto, de novo, numa tentativa de facilitar a vida de quem a gente ama. A gente não tem raiva de ninguém. Raiva mesmo, a gente tem da nossa idiotice. Mas respinga, claro. Porque a gente quer explicações que não existem.
Algumas pessoas não são boas. Ponto. Algumas pessoas são egocêntricas e vidradas no próprio umbigo. Reticências... E não vai ser eu, com essa minha essência de psicóloga que tudo entende, que vai mudar a situação, que iniciará o processo de conscientização alheio. Não e não. Mas não aprendo... Acabo eu precisando sentar num divã quando me deparo com determinados comportamentos. As pessoas são o que são. Se possuem traumas, conteúdos recalcados, chiliques grosseiros, que procurem a cura de seus problemas. Mas não as minhas custas. Não tripudiando sobre a minha bondade e a minha boa educação. Sim, porque o saco tem fundo.
Depois da raiva, bate o banzo. A tristeza decorrente da vontade de que as coisas fossem diferentes. A certeza de que algumas pessoas nunca farão o menor esforço para serem gentis com a gente, mesmo que a gente mereça. Mesmo que pessoas ainda mais importantes mereçam... Porque o foco de determinadas pessoas é outro. São as suas carências, as suas necessidades, a sua vaidade. Triste isso. Triste de verdade. Porque eu queria que fosse diferente. Porque dava para ser muito mais fácil. Porque é difícil respirar fundo e, finalmente, admitir que não sou querida por determinadas pessoas que nos deveriam ser importantes. E tampouco serei querida, independente do que faça. Independente da minha vontade e das minhas iniciativas. Porque determinadas janelas querem permanecer fechadas. Fazem questão, inclusive. Porque um lado não quer ver o sol, mesmo que ele brilhe lá fora, convidativo...
Algumas pessoas não são boas. Ponto. Algumas pessoas são egocêntricas e vidradas no próprio umbigo. Reticências... E não vai ser eu, com essa minha essência de psicóloga que tudo entende, que vai mudar a situação, que iniciará o processo de conscientização alheio. Não e não. Mas não aprendo... Acabo eu precisando sentar num divã quando me deparo com determinados comportamentos. As pessoas são o que são. Se possuem traumas, conteúdos recalcados, chiliques grosseiros, que procurem a cura de seus problemas. Mas não as minhas custas. Não tripudiando sobre a minha bondade e a minha boa educação. Sim, porque o saco tem fundo.
Depois da raiva, bate o banzo. A tristeza decorrente da vontade de que as coisas fossem diferentes. A certeza de que algumas pessoas nunca farão o menor esforço para serem gentis com a gente, mesmo que a gente mereça. Mesmo que pessoas ainda mais importantes mereçam... Porque o foco de determinadas pessoas é outro. São as suas carências, as suas necessidades, a sua vaidade. Triste isso. Triste de verdade. Porque eu queria que fosse diferente. Porque dava para ser muito mais fácil. Porque é difícil respirar fundo e, finalmente, admitir que não sou querida por determinadas pessoas que nos deveriam ser importantes. E tampouco serei querida, independente do que faça. Independente da minha vontade e das minhas iniciativas. Porque determinadas janelas querem permanecer fechadas. Fazem questão, inclusive. Porque um lado não quer ver o sol, mesmo que ele brilhe lá fora, convidativo...
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Pues sí!!! Algumas raras vezes sou intransigente de intransigências inaceitáveis. Tenho esse direito e mais um monte de outros que ainda não usei, para não encher terceiros de deveres. Mania feia essa minha. Ok. Mordo o dedo, o travesseiro, coloco a cabeça para fora do vidro para gritar em alto e bom som - em local deserto. Cartase contida e impessoal para não acordar a vizinhança ou perturbar a paz alheia (imagina se o cachorro do tiozinho se assusta com a minha voz, coitado...).
Mas quer saber??
A minha vontade era lançar mão de todo o meu arsenal de ironias finas e gestalts abertas e compartilhar as minhas raivas, os meus conteúdos reprimidos e os moradores da minha inconsciência que - vez ou outra - saem para passear na minha racionalidade fazendo eu soltar o leme! Compartilhar como uma pessoa solidária. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, blá, blá, blá, blá...
Porque raiva não se deve guardar. Faz mal. Envenena a alma. Sublimar às vezes não cumpre a função quando o cortisol resiste a endorfina. "And now"?????
E tem mais. Não tenho obrigação de ter raivas sensatas. Daquelas que responde a questionário antes de ser refletida em comportamento. "Mas raiva de quê?". "Por quê?". "Não tá exagerando?". "Mas você tem certeza?". Não querida. Não tenho certeza, mas, seguramente, devo ter os porquês guardados em algum canto. Ou as pessoas acham que tenho raiva porque eu gosto? Adoro. Anima a vida, sabe? A gente se estressa, envelhece, briga com quem ama. Um arraso! É ótimo. Tenha santa paciência, né??
E quer saber??
Tô com raiva. Ponto. Não preciso de permissão para me sentir assim. Não preciso de justificativas convincentes. Nem preciso que outros aceitem e deem a sua benção. E olha, que ainda nem perturbei ninguém com essa meu "sentimento insano e despropositado". Só senti. Tô sentindo, aliás. Qualquer coisa a mesma coisa. Escrever eu posso, né?? Ou vou ter que me desculpar por isso???
Voilá!
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