domingo, 14 de junho de 2009

Foi um BEM feliz Dia dos Namorados...

Meu dia dos namorados teve gosto de um bom vinho, de sorvete, de chocolate. Teve o sabor daquele prato refinado e daquela boa comida caseira, na volta ao lar. Teve cara de noites de verão e tardes de primavera. Teve o aconchego das noites de inverno... Teve o som daquela música antiga, que fica guardadinha na memória e, de repente, toca no teu rádio. Teve o som da música nova que você se identifica de forma instatânea, como se ela tivesse sido composta especialmente pra você.
Meu dia dos namorados teve o calor do abraço amigo e o fogo das grandes paixões. Teve a segurança dos portos e o frio na barriga das montanhas russas mais modernas. Teve o cheiro que fica registrado no coração... aquele que você parece sentir em todo o canto que vai... Teve o carinho, o cuidado, as palavras mais despretenciosamente lindas. Teve o simples com o valor do que é bem raro.
Teve a paz daquele sono que aparece inesperadamente. Que acalma a respiração e diminui a frequência do coração. Daquele sono velado de forma cuidadosa, sob os olhares de quem deseja proteger. Teve a alegria de ver quem a gente gosta feliz. A mesma alegria que o sorriso de uma criança desperta, que o reencontro com um grande amigo provoca. A alegria livre das grandes festas com boas companhias. Uma alegria genuína, quase visceral.
O meu dia dos namorados teve a cara que eu sempre imaginei e que nunca havia encontrado. De todas as cores, dos melhores sabores. De cheiros, formas, carinhos e amores...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

DIA DOS NAMORADOS

Um feliz dia dos namorados bem apaixonado...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

CORAGEM

“Sei perfeitamente que o destino me reserva bem duras provas. Mas, coragem! Com bom humor tudo se suporta... Com bom humor!”
(Goethe).

quarta-feira, 10 de junho de 2009

VIDA

Quando a gente está triste, a gente fála. E reclama, e questiona, e se indaga inúmeras vezes a respeito das razões que fizeram os nossos dias perder um pouco a cor. Passei por dias assim. E quando tudo está bem, a gente esquece de dedicar parte do nosso tempo, agradecendo. Porque as coisas parecem óbvias demais...

Então, queria deixar registrado, que os meus dias estão coloridos. E as cores estão chegando, inclusive, com um brilho nunca antes visto. E como isso é bom. Muito trabalho no trabalho. Muitas risadas no trabalho. E uma falta de paciência humanamente saudável. A família, linda como sempre. No ciclo natural da vida. A infância e a velhice. Mas a vida se renovando e vencendo, e superando as tentativas de não vingar. A família vivendo...

Os amigos chegando aos montes, ficando aos montes, sem nenhum ir embora. Os amigos compartilhando, ajudando e aproveitando a vida como a mesma deve ser vivida. Com toda a intensidade que nos é permitida. Os amigos me fazendo rir e me mostrando que a vida pode, sim, ser mais leve.

O coração ocupado. Bem ocupado. O coração feliz, tranquilo, transbordando. Batendo muito forte e permanecendo calmo. Satisfeito por demais...

Adoro a cor da vida. Adoro o brilho das pessoas. Adoro o que estou me tornando depois que os 30 chegou...

terça-feira, 9 de junho de 2009

CANSAÇO

Às vezes fico cansada. E me dá vontade de ser covarde... uma covardia que não é minha, porque aprendi a fechar os olhos e seguir em frente. Porque aprendi a testar os meus limites e me acostumei a não sossegar nunca. Mas às vezes queria ter pouca coragem. Só às vezes. Que a minha dita "covardia" fosse momentânea, mas que ela também tivesse vez, na hora que as decisões são tomadas. Porque cansaço não é covardia. Cansaço é apenas uma falta de disposição para enfrentar obstáculos, vencer dragões. Cansaço é coisa natural, e deve ser coisa necessária, de vez em quando. Deve ser, não sei...
Ah, tudo bem se acharem que isso é covardia... Bendita covardia que, às vezes, nos deixa descansar.

domingo, 7 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

PSI

"Mas o que ocorre na alma do psicólogo ao longo dos anos de exercício de sua profissão e o que ele pode fazer a respeito de suas próprias dores?" Começando pelo privilégio: Um dos privilégios é ter a licença, a possibilidade de estar em tal nível de intimidade com uma outra pessoa, permanecer junto a ela até que ela encontre o seu trilho. E ver que existe um caminho, singular para cada um. E torcer por ela. Aí vem o PRIMEIRO PONTO DOLORIDO. Só não temos a mesma jurisdição conosco e com as nossas pessoas mais próximas. Já disseram que em casa de ferreiro, o espeto é de pau. O nosso olhar, tão treinado, essa nossa secreta mirada pode até nos alertar que estamos entrando em território onde a areia é movediça, chegando a um beco sem saída, mas não temos a menor possibilidade de evitar o acidente... Outro PONTO CAUSADOR DE INCÔMODO: Vocês já repararam que quando estamos com algum sofrimento tematizado e que o guardamos criteriosamente num cantinho e vamos lá cuidar de outros e por força da nossa tarefa, justamente aí é que somos colocados em temas e lugares doloridos para nós, sem a possibilidade redentora da escolha...?
Revisitamos pontos e histórias onde a cicatrização da nossa alma ainda não está completa, e para lá somos levados à nossa revelia... CONCLUINDO: Coisa estranha essa profissão. Cheia de sabores. Cheia de possibilidades. Cheia de possíveis disfarces. Condenada a solidão pessoal pela proximidade com a alma alheia. Abençoada em alguns encontros... E o que nos mantém nesse percurso? Será a onipotência, a loucura, a teimosia?
(Texto adaptado de Jean Clark Juliano)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

NÃO ESTAVA ENGANADA

Eu tinha razão. Eu não estava pedindo demais. Estava, apenas, fazendo as solicitações para as pessoas erradas. Estava. Que fique bem claro.

Petones

quarta-feira, 3 de junho de 2009

SERÁ PEDIR DEMAIS??

Às vezes acho que sofro de algum tipo de "dismorfia valorativa". Sempre achei que o que eu pedia era pouquinho, um tico diante de tantas coisas oferecidas por aí. Mas, de repente, começo a me questionar se tô querendo demais, esperando demais, fantasiando demais. Gente!!! Nunca achei que a minha lista de pré-requisitos fosse grande. Quem dirá, de difícil acesso. E olhe que, no meio do caminho, sempre vou riscando alguns pontos e fingindo que eles não são assim, tão importantes. Será muito o que peço???
Sentimentos verbalizados, comportamentos coerentes, alguma consideração. Certezas quando elas são necessárias e surpresas quando a intenção é de boa fé. Respeito, cuidado e atenção. Nada mais do que se deve ofertar aos entes queridos e - até! - ao cachorro companheiro. Honestidade consigo mesmo para poder ser claro com terceiros. Boa educação, gestos carinhosos e um olhar desviado do próprio umbigo. O ombro amigo e o colo certeiro. Mas, também, o "deixar-se cuidar".
Não tô pedindo que me amem, me adorem e não possam viver sem mim. Tô pedindo que, se diz que gosta, saiba que existe um valor mínimo para consumação. Não dá para chegar, curtir e sair à francesa como se todos estivessem ali para satisfazer os seus desejos e atender as suas necessidades. Sei que levo a sério esse negócio do "é dando que se recebe" e capricho nas doações. Mesmo depois de ter aprendido que, nem todos, pagaram essa matéria na escola. Sim, assumo que dou querendo receber, sem saber se o bolso alheio suporta as minhas quantias. "Cada um dá o que pode". Acho que é isso que falta eu internalizar tal qual um mantra...
Mesmo assim, ainda acho que não tô pedindo demais... Talvez, quem sabe, no máximo, tenha "pedido" às pessoas erradas. É isso.

MEU REALISMO