segunda-feira, 17 de agosto de 2009

TINHA TUDO PARA SER A TREVA

DOS NOSSOS MALES
A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais...
(Mário Quintana)

sábado, 15 de agosto de 2009

AO AMOR

Olá!!! Prazer. Estamos sendo apresentados pela primeira vez. Agora eu sei disso. Confesso que, em algumas ocasiões, pensei já ter sido apresentada a vossa pessoa. Mas assim, olhando de perto, percebo que tinha distorcido um pouco a imagem, para ficar parecido com você. É que te esperei por tanto tempo, que já estava te vendo nas ruas, por aí... Mas nunca era você, de fato. Mas só me dei conta agora, que você entrou na minha vida. Você é exatamente como imaginava, e bem diferente de tudo o que já conheci. Cheguei a pensar que você não viria, ou que você – do jeito que pensava - era apenas uma ilusão romântica da minha cabeça. Mas ainda bem que você chegou e me provou que é bem real. Seja bem-vindo. Pode fazer do meu coração, a sua morada, o seu novo lar.
Não tava te esperando, é verdade. E, que surpresa a minha, descobrir que você não precisa ser convidado para entrar. Que não preciso mudar as coisas de canto para você se sentir bem na minha presença. É que passei um bom tempo achando que, para darmos certo, era preciso travar algumas batalhas e aparar tantas outras arestas. Quanta besteira. Descobri que você chega e ainda traz consigo as respostas. Que, ao contrário do que sempre vivi, você simplifica, torna as coisas mais naturais. Ter que tomar decisões passa a ser algo bem fácil, na tua presença... E quantas mudanças você causou. É que passei um bom tempo lendo sobre você, pensando a seu respeito. E, rapidinho, você desfez um monte de conceitos. Ao contrário do que escrevem por aí, você não angustia, você não enlouquece, você não vem atrelado a tristezas. Começo a acreditar que, assim como eu, a maior parte das pessoas acaba lhe confundindo com outros sentimentos.
Agora que te conheci, sei que as coisas não funcionam assim. Porque você acalma a mente e aquece a vida. Porque você está presente, mesmo na ausência. Descobri que a sua presença me torna uma pessoa melhor e me faz querer fazer bem a quem te trouxe pela mão e abriu as portas. Sim, você não poderia ter vindo em melhor companhia. Não sei quem trouxe quem, na verdade. Só sei que vocês mudaram a minha vida...
Kiki

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

MUY CULTA

A medida que envejecemos, las mujeres ganamos pesos.
Esto ocurre porque acumulamos mucha información em nuestra cabeça.
Pero claro, llega um punto em que tanta información no cabe em nuestra cabecita.
Así que esta información acumulada empieza a distribuirse por todo el cuerpo.
Y ahora lo entiendo todo...
No me sobran kilos!! No estoy gorda!
Soy culta...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O MUNDO DÁ VOLTAS

Sim, o mundo dá voltas, a tapioca vira, um dia é da caça e outro do caçador.
Que beleza que é a vida, que nos comprova toda essa teoria.
É isso, amigas. Acreditem quando eu falo. Definitivamente, nenhum sofrimento dura para sempre. Alguns, inclusive, duram o tempo exato que a gente permite. A maioria deles, diga-se de passagem. E a gente sofre porque não tem coragem, porque não tem disposição, ou porque não acredita que tudo pode ser diferente. Desculpa, mas tenho a impressão que, nesses momentos, a gente sofre porque quer. Cria um vínculo com o drama, sabe?? Um apego com as tragédias pessoais. E lá vai empurrando com a barriga e sofrendo em doses homeopáticas. Um boicote pessoal que faz com que percamos uma infinidade de momentos que poderiam ser inesquecíveis. Sem falar nas oportunidades, que não vão querer fazer companhia a alguém sem graça, sem ânimo e sem brilho.
É preciso coragem para dar um ponto final em histórias sem futuro e em sofrimentos desnecessários.
Vou falar de novo, mais uma vez. O mundo dá voltas. O que hoje é o seu foco, amanhã, provavelmente, vai ser uma figura quase imperceptível no seu campo valorativo. Se ele foi um cafajeste com você, acredite que o problema é dele e, daqui há um tempo, você vai ter – no máximo – pena do pobre coitado. Se hoje ele é o campeão de audiência que lhe cozinha em banho-maria, provavelmente, mais para frente, ele não vai estar nem em seus programas de índio, na falta de algo mais interessante pra fazer. É assim, querida. É assim. A vida não foi feita para a gente sofrer.
Portanto, só tenho mais um conselho... Preocupe-se em estar sempre bem. Porque, se você não ajudar, ficar cachiblema, sem energia e sem cor, preferindo o escuro do quarto e a solidão da casa para poder sofrer com cenário, aí fica difícil. Bem difícil. Ta sofrendo e acha que esse momento é inevitável, dê uma forcinha para si mesma. Vá sofrer na rua, com os amigos, tomando uma cervejinha e dançando lascivamente. Vá sofrer na academia, suando horas e liberando endorfina. Na pior das hipóteses, você vai estar linda, loira, sarada, cheia de amigos e com a auto-estima elevada. Pacote que, certamente, lhe fará repensar sobre a necessidade de ficar resmungando, se lamentando, porque aquele rapaz não lhe dá a devida atenção. Primeiro, se dê a devida atenção. Não há outro caminho. E, são nesses momentos que as voltas são dadas. Porque o mundo gira, mas para sairmos do mesmo lugar, é preciso mover as perninhas. É preciso merecer!

UIII...

Eita!! Meu período de inferno astral começou e eu nem me dei conta. Ulalá!!! Se bem que acho que tenho alguns créditos, depois da companhia que fiz ao capeta há um ano atrás. Fiquei lá, quietinha, agüentando todos os baques e perrengues. E agora, cá estou eu. Linda, leve e ainda mais loira. Sabe qual uma das melhores coisas da vida??? É que o mundo dá voltas. Sim... o mundo dá voltas!

domingo, 2 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

Do que não podemos definir: FALTA

A falta é como um buraquinho que deixou de ser preenchido, um espaço que ficou em branco, um guarda-roupa vazio. A gente sabe que deveria existir algo ali, mas, por alguma razão só restou a ausência. E a gente sente falta de diferentes coisas, em momentos variados. Falta de sono, de dinheiro, de paciência. Falta daquela comida, do abraço, de disposição. Falta de juízo e de coragem. Falta do que já fomos, do que vivemos, de quem amamos. E a gente quer retomar cada coisinha, organizar a casa, colocar tudo no seu devido lugar. Algumas vezes, uma falta gera inúmeras outras... A ausência de alguém que nos é importante, por exemplo, traz consigo um pacote de outras faltinhas: a falta da palavra, do som da voz, do cheiro. A falta da companhia, do contato físico, do gosto. E as faltas vão se juntando e, com um grito estridente, acordam a saudade, que estava tendo o seu momento de descanso. E, nesse caso, a falta traz a saudade pela mão...
E, quando a saudade aparece, ela recruta as nossas lembranças. E a gente torce para que a lembrança esteja bem animada e diminua o peso de algumas faltas... Porque ela resgata o cheiro, o gosto e aquelas sensações ausentes. E, por alguns instantes, eles não precisam estar concretamente presentes. Eles ficaram guardados, como medida de emergência... Nossa memória foi registrando e armazenando tudinho no coração, sem que percebêssemos, a cada momento compartilhado. E, na ausência física, as lembranças desses momentos tornam presentes as sensações daquilo que está nos fazendo falta. E a gente fica feliz por lembrar. E se aquieta, fazendo companhia a espera...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

SEM MEDIDAS

Procura-se, urgentemente, a tabela de medidas. Ta difícil saber os limites, a porção exata, o manequim correto. Onde fica a fronteira, onde acaba os direitos e onde começa os deveres. Até que ponto as lamentações tem fundamento e em que capítulo, já virou um drama desnecessário. Não se sabe. Não se sabe a diferença entre ser Amélia e ser uma mulher, apenas, compreensiva. Em que momento você deixa de ser uma megera e passa a ser alguém que está, apenas, defendendo a parte que lhe cabe num latifúndio qualquer. Em que parágrafo, os seus escritos deixam de ser um desabafo despretensioso e passa a ser uma tentativa gratuita de ofender. Também não se sabe. A proporção exata das coisas, hoje, é uma menina desconhecida...

terça-feira, 28 de julho de 2009

AMANHECI CINZA

“A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade” (Mário Quintana).

domingo, 26 de julho de 2009

ALEGRIA, ALEGRIA

"Ando escravo da alegria
E hoje em dia, minha gente, isso não é normal
Se o amor é fantasia
Eu me encontro ultimamente em pleno carnaval"
(Toquinho)