Nem sempre podemos direcionar as nossas energias para o seu devido lugar. Nessas horas, uma corrida, um bom chocolate ou um livro interessante mudam o percurso daquele xingamento que já estava fazendo cócegas na nossa boca. Mas também, se a vontade for muito grande e o objeto merecedor, vá em frente, pra não correr o risco de engolir sapos que nem no seu brejo merecem estar!
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
BOM MESMO É O MEU AMOR
segunda-feira, 8 de março de 2010
PRAZER, EU MESMA!!!
Pra começar, vou ali, dar uma corridinha... Se alguém se habilitar... Convite feito!
domingo, 7 de março de 2010
FDS
sábado, 6 de março de 2010
MERECIDA FUGA

Mas sair do semi-coma só depois. Agora precisamos do lugar longe do mundo e de nós mesmos porque estamos doente, com gripe, com caxumba, com indisposição gástrica, com conjuntivite, não interessa o que dizer ao chefe. Hora do intervalo de si mesmo, do recreio, coffee-break. Só eu e o sono, o lençol cheiroso, a janela e a cortina cerrada, quem sabe a gata. Sem telefone, sem barulho, sem campainha, celular, bombeiro, ambulância, vizinho, interfone, alarme de carro, planão do jornal nacional. Eu, meu corpo e minha lama cansada no silêncio acolhedor do intervalo da vida. Hoje só amanhã. Até" (Ticcia).
SOLIDÃO
Como é que se dá o processo de admissão das próprias incapacidades? Não sei se é fácil, tampouco se é muito difícil. Mas não dá para fazer de conta, quando a historinha não tem nenhuma graça. Não sei pagar de artista. Não tenho a menor vocação, nunca tive. Não gosto de ver as coisas sofrerem alterações momentâneas de 180 graus sem nenhuma razão óbvia. Isso me assusta, me irrita, tira toda a reserva de paciência que ainda existe no meu tanque. No dia seguinte, não sei finjir... As minhas roupas, as minhas coisas, a minha escova de dente. Meu tênis encostado lá há dias, para momento de emergência. Minha ilusões...terça-feira, 2 de março de 2010
O CARA
"O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado".
(Martha Medeiros)
NORMAL, NORMAL
"ei...essa coisa de ter que ser demasiadamente humana..passa viu?
passa pq não ser nem um pouco humana só faz bem.
Ser bicho cheio de sentimentos torna tudo melhor e mais feliz!
Acho que é por isso que nos entendemos qd vc diz q mordeu a perna de alguém...e eu quando tenho vontade de passar a pata na maioria das pessoas.
Normal normal"
segunda-feira, 1 de março de 2010
Ser empática não é pagar de Madre Tereza
O início de 2010 funcionou como um acerto de contas do fim de 2009. Se é que fica possível entender. As diferenças acabaram me levando a decisões difíceis, a aceitação de situações que não me são naturalmente saudáveis. Fiz amizades com os sapos e enfiei-os goela abaixo porque valia à pena. No mundo concreto era incontestavelmente válido fingir que o gato não miava enquanto fingia ser lebre (como bem explicou a querida Clarice). E fiz. E entendi, aceitei, sorri quando a vontade era esbofetear, para preservar as pessoas que de fato fazem por merecer cada sacrifício, cada batráquio colecionado. Fiz porque sou uma "feliz vítima" de uma educação acima de qualquer suspeita e resitente a doses, copos e, até mesmo, porres homéricos. Até o meu inconsciente tem uma educação inglesa, para os momentos de obnubilação, se é que dá para captar as entrelinhas.
Mas quando a conta chegou, no começo de um novo ciclo, o aparelho digestivo do meu mundo psíquico mais parecia um brejo. Cheio de pequenas criaturas verdes coachando sem parar. Tirando o meu sono, a minha paciência e, por várias vezes, o meu humor. "Ah, mas faz tanto tempo...". Nas minhas aulas de Psicologia, explico que, se alguma coisa passada ainda te angustia na atualidade, é porque ela é presente. Bem presente. Presente de grego. Para virar passado, os sapos tem que ser digeridos. E estão sendo. Calmamente. Eficazmente. Sem medo das perdas em decorrência dos "nãos" que já tenho coragem de dizer hoje. Os "nãos" que deveriam ter dito antes e não o fiz por medo de perder.
E porque fui acostumada a entender o outro, mesmo quando o outro tampouco está se preocupando comigo. Porque acredito que as pessoas sempre tem alguma razão para fazer o que fazem, por mais incompreensível que as suas atitudes possam parecer. Aprendi que tenho que relevar, analisar e passar adiante. Tenho uma capacidade empática inata e outra aprendida. Imagine o pacote... E aí, vou colecionando "nãos" não-ditos. Vou aceitando agressões porque "ó pobrezinha, tá cheia de problemas". Vou aguentando palavras grosseiras sem revidar nem com minha tiradas irônicas porque "só foram ditas" em decorrência de um certo grau de ebriedade. E trato adultos como crianças.
Até que o limite atinge o ápice. Até que a paciência de Jó se exaure. Até que eu decido que - mesmo as crianças - precisam assumir a consequência dos seus atos para serem pessoas melhores. Faz parte do processo de aprendizagem. Imagine adultos mimados e inconsequentes... E, a partir daí, decido fazer uma limpeza geral no brejo e expulsar todos os sapos que não foram naturalmente digeridos!
E tenho dito (adorando ser rebelde)!!!
EMPATIA
"Pouca coisa eu faço melhor na vida do que entender os outros. Os sentimentos dos outros, as motivações dos outros, as dificuldades dos outros, os defeitos dos outros, as qualidades dos outros, os meandros dos outros, as nuances dos outros, os anseios dos outros, as angústias dos outros, os sonhos dos outros, as frutrações dos outros, os desejos dos outros, as tristezas dos outros, os medos dos outros, as atitudes dos outros, as inseguranças dos outros, as canalhices dos outros. Minha capacidade empática é das coisas mais arraigadas e desenvolvidas. Não faço idéia porquê. Ajuda, no mais das vezes. Consigo antecipar o agir das pessoas, enxergar através dele, ajudar quando é preciso, me proteger quando é possível (nem sempre é e, quando não é, eu vou sofrendo antes tentando me convencer do contrário do que já sei). Dói, freqüentemente. Empatizar é colocar-se no lugar do outro e sentir-se como ele. Às vezes eu entendo o que não queria, vejo o que gostaria de não ter visto, percebo o que não deveria ter percebido. Estou me convencendo de que é mais fácil amar de uma certa distância. Distância esta que não se faz em mim" (Ticcia).