Mas agora a minha felicidade é diferente, assumo. Porque mesmo feliz, antes, ainda existiam frestas, vãos, abismos (mesmo que navegáveis). Resultado direto de anos escarafuchando o meu mundo psíquico. Primeiro, por necessidade profissional. Depois, por necessidade existencial. A busca dos porquês. A necessidade de definir o que realmente é meu e o que reproduzo como de minha propriedade, por força do hábito. As regras, as normas, as convenções que nos são empurradas goela abaixo pela sociedade em que vivemos. E que a maioria aceita sem questionar... Não eu. Mas pensar demais, muito, incessantemente, às vezes, nos faz sair do eixo, da linha, do prumo. Causa espanto na maioria. Causa dores internas difíceis de definir. Só que com o tempo, a gente aprende que essa saída pode ser bem útil para que possamos enxergar melhor. Ver melhor, quem vê de fora, alguém disse isso, um dia.
E agora, cá estou eu. Feliz. Mas com uma felicidade bem diferente... Com uma felicidade generalizada, total, sem buracos ou interrogações. Com uma felicidade que merece outro momento para ser descrita... Com uma felicidade mais minha do que nunca...





