Tem dias que a gente se entristece sem saber porquê. E se culpa por não estar agradecida. Tem dias que, mesmo fazendo sol, os dias são nublados dentro da gente. Sem razão. Sem motivo. Sem nada que a gente consiga entrar em contato de forma consciente. Talvez seja o fato da memória trazer à tona a existência real de pessoas que não são boas, honestas ou queridas. E perceber que essas pessoas podem se inserir no nosso mundo, mesmo a nossa revelia...
Nem sempre podemos direcionar as nossas energias para o seu devido lugar. Nessas horas, uma corrida, um bom chocolate ou um livro interessante mudam o percurso daquele xingamento que já estava fazendo cócegas na nossa boca. Mas também, se a vontade for muito grande e o objeto merecedor, vá em frente, pra não correr o risco de engolir sapos que nem no seu brejo merecem estar!
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
PERMITA-SE
"Decidi que eu mereço a minha benevolência, gentileza, indulgência, minha total deferência. Eu, mais que qualquer ser sobre a face deste planeta estranho e nessa vida de “meu deus”, mereço tudo de bom que eu possa me dar. Não tá entendendo nada? Explico. Depois de trinta e poucos anos de vida, não serei mais tirana, rígida, inflexível, autoritária comigo mesma. Não me obrigarei a fazer coisas de que não gosto. Não suportarei mais pessoas desagradáveis. Não me violentarei com as obrigações impostas pela sociedade de fora pra dentro. Se estiver cansada de verdade, em vez de uma preguicite de araque, não vou fazer por um semestre o curso de línguas. Se não tiver com saco, ou estiver dolorida, vou enforcar a academia e em vez de cinco vezes por semana, vou três. Se o livro estiver chato, vou parar de ler. Não sou crítica literária pra ser obrigada a ler o que não gosto. Vou me dar flores de vez em quando. Vou desligar o telefone quando a ligação for de telemarquetingue. Vou me levar pra ver o pôr-do-sol pelo menos uma vez por semana. Vou me dar presentinhos e não vou deixar que eles me pesem na consciência monetária. Vou escolher cuidadosamente as minhas brigas e só vou bater de frente por aquilo que realmente importa e que fará diferença significativa na minha existência. Pra todas as outras, tecla Foda-se. Incluindo-se aí síndico, chefe, gente inconveniente, refri errado no restaurante, e todas aquelas coisas miúdas que tiram um pouquinho do brilho do dia e, se a gente ainda reclamar, tiram muito mais e fazem da vida vai um ringue e não um jardim e eu, definitivamente, prefiro esse. Nada que não se justifique realmente pelos meus padrões de discernimento e ética, será poupado. Sim, confio nos meus padrões de discernimento e ética. Mamãe e papai fizeram um bom trabalho. A psicanálise também. E depois, se eu estiver errada, admito e volto atrás, sem problemas, que eu sou dotada de marcha ré. A partir de hoje, direi não à auto-flagelação, por mais insignificante que possa parecer" (Ticcia).
sexta-feira, 1 de julho de 2011
FAÇO MINHA, AS PALAVRAS DELA
Quando a injustiça dói demais
Coração de mãe parece querer explodir quando um dos seus rebentos é vítima de injustiça. E quando parece não haver absolutamente nada a fazer, há não ser, acompanhar o desenrolar dos fatos com paciência (haja paciência!).Dói ainda mais quando a injustiça se dá num contexto em que você conhece muito bem, por ter vivido nele, toda a sua vida profissional - o mundo acadêmico.
Sim, conheço muito bem o mundo acadêmico. Já provei também do fel da injustiça. Já engolí cobras e largatos tentando defender valores como ética, responsabilidade, compromisso. Já fui vítima da inveja dos incompetentes, da ira dos maus, da vaidade desenfreada dos pseudo intelectuais, que arrotam sabedoria pelos corredores...
Mas conhecí também grandes mestres, comprometidos com a instituição e, sobretudo, com os seus jovens alunos. Mestres que além do saber acadêmico, podiam transmitir aos jovens, valores como: respeito, amizade e segurança. Mestres que lutavam por exaltar os seus alunos, vê-los crescer na maturidade acadêmica....Que se alegravam com suas vitórias e se entristeciam com suas derrotas...Que ajudava-os a levantar e reencontrar o caminho...Estes, mestres em extinção.
No lugar deles, "professores" sem a mínima vocação para o trabalho acadêmico e, sobretudo, sem qualquer preparo para o trato com a juventude. Para eles, alunos são números e não pessoas, as suas estórias de vida não têm qualquer importância, as suas lutas não lhe dizem respeito...Falta-lhes sensibilidade, compromisso e, acima de tudo, respeito. Não conhecem sentimentos, acho que não lêem poesia... conhecem métodos, regras, modelos...Com o seu jeito de ser, interrompem carreiras e destroem sonhos...Mas, adoram seguidores obedientes e fiéis, que trabalhem por eles.
A pergunta que fica...Será que isso ainda tem conserto?
Ilza Leão
quarta-feira, 29 de junho de 2011
ARTISTAS DO MERCADO
Ontem eu tive o prazer de conhecer os criadores da cerveja e da cervejaria Devassa, Marcelo do Rio e Cello Macedo. Como se não bastasse, junto a eles, também conheci Rodrigo Oliveira que, juntos, são os responsáveis pela Vezpa Pizzas. Fiquei encantada pela história e pelos projetos. Fiquei encantada em perceber que grandes gênios do mercado não precisam estar engravatados, nem fantasiados de intelectuais. Endossaram a minha linha de pensamento! Achei o máximo e, independente de qualquer coisa, me senti privilegiada pelo papo descontraído e pela oportunidade de estar em contato com pessoas diferenciadas.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
DIREITO AO SILÊNCIO. SÓ.
Existem muitas formas de se tirar os direitos de alguém. Não precisa proibir ou negar possibilidades. Basta não ouvir, não considerar, não estar preocupado em entender ou se aborrecer. Apenas isso já é suficiente para minar uma vontade de expor o que se pensa ou sente, quando o receptor é alguém que deveria estar presente, no sentido literal e figurado da palavra. Basta isso. Apenas isso. Aí você desiste de ocupar igual posição e começa a entender que muitas coisas mudam quando você opta por não falar alto ou por não querer se impor. Mesmo que tenha razão.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
COMPANHEIROS DE ACADEMIA. HÁHÁHÁ.
Ai, meu Deus... que eu gosto de assistir as lutas do UFC, todo mundo sabe... Mas que eu tô virando tiete é uma novidade até para mim. Nunca fui fã ardorosa de nenhuma celebridade. Nem tiete do Chiclete, tampouco. Acho essas idolatrias bem piegas, pra não dizer, maracatu (num bom "nordestinês"). Nunca fui adepta nem do fanatismo alternativo do tipo "eu amo", "eu adoro", "eu não vivo sem". Se largar de uma cidade a outra para ver, fazer tatuagens, achar que fulano ou cicrano é o máximo dos máximos porque canta por aí ou aparce na TV, nunca foi uma prática minha. Admiro muita gente pública sim, mas, normalmente, são pessoas do meio esportivo, pela noção de superação de limites e tal. Tudo muito contido.
Aí hoje, estou na minha corrida de hamster na academia, quando vejo Minotauro, de longe. Depois de um tempo, ele passa na esteira e pergunta pela quilometragem da minha corrida. Háháhá. Fiquei toda, toda. Me surpreendeu, principalmente, a simpatia e simplicidade, a exemplo da postura de Anderson Silva há dias atrás. Só posso concluir que, só pelo fato de estar narrando aqui essa passagem, eu devo estar me transfomando numa tiete, a essa altura do campeonato.
E por falar em UFC... a partir das 23h estaremos dando plantão em frente ao computador. Eu e o marido. Apesar do preço "sinoção" do UFC Rio, os ingressos para clientes HSBC foram esgotados em 40 minutos. São quatro precinhos básicos. O dos mais lisos - mas nem tão lisos assim - é aquele para ver de longe e só sentir o clima. O mais power é aquele que tem que se esquivar junto dos lutadores. Deve ser bem ao lado de Sandy...
No fim das contas, independente do lugar, vai quem pode e/ou quem é atrevido, porque o precinho entrou com os dois pés, pra nocautear a animação de muita gente. Nada camarada. Nada.
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