Nem sempre podemos direcionar as nossas energias para o seu devido lugar. Nessas horas, uma corrida, um bom chocolate ou um livro interessante mudam o percurso daquele xingamento que já estava fazendo cócegas na nossa boca. Mas também, se a vontade for muito grande e o objeto merecedor, vá em frente, pra não correr o risco de engolir sapos que nem no seu brejo merecem estar!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
PAUSA NOS PENSAMENTOS
terça-feira, 9 de novembro de 2010
MINHAS BENÇÃOS
Sabem qual foi a melhor constatação dos preparativos para o casamento??
Que se fosse liberado, pelo que está escrito no convite dos padrinhos, eu teria mais uma dezena de pessoas para chamar... Manú, Gabi, Fernanda, Paty, Igor, Simone... e tantos outros não especificados, mas tão importantes quanto.
E sabem qual é a frase mais pensada nos preparativos para a lua-de-mel??
"Mais vale amigo na praça, do que dinheiro na caixa"...
NÃO TEM COMO NÃO FICAR FELIZ...
Que se fosse liberado, pelo que está escrito no convite dos padrinhos, eu teria mais uma dezena de pessoas para chamar... Manú, Gabi, Fernanda, Paty, Igor, Simone... e tantos outros não especificados, mas tão importantes quanto.
E sabem qual é a frase mais pensada nos preparativos para a lua-de-mel??
"Mais vale amigo na praça, do que dinheiro na caixa"...
NÃO TEM COMO NÃO FICAR FELIZ...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
DICIONÁRIO DA TICCIA
Resignação, s. f., é a desistência que em vez de abandonar o barco, se deixa levar pela correnteza.
Fonte: www.ticcia.com
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
PARA TODO SIM, EXISTE UM NÃO
"Quando fazemos uma escolha, qualquer escolha, estamos dizendo sim para um lado e dizendo não para o outro. Então, algum sofrimento sempre vai haver"
(Martha Medeiros).
NADA VEM DE GRAÇA... "Nem o pão, nem a cachaça"

Não sei quando foi que eu desaprendi a gritar. Em que momento da minha vida eu decidi que era melhor sofrer calada com o que me incomoda, do que cuspir o sapo em alto e bom som. Não sei quando foi que eu desisti de bater a porta e transformar minhas tristezas numa agressividade saudável. Não sei quando se deu essa mudança. A partir de que ponto da minha história, eu deixei de "brigar pacificamente" e gritar, quando me senti agredida. Porque que eu resolvi sempre respirar fundo, pedir baixinho e rezar para ser ouvida no melhor estilo madre Tereza, quando meu mundo psíquico se manteria muito mais saudável se eu chutasse o pau da barraca e estampasse em letras garrafais as realidades que são incompatíveis com o meu bem-estar. E ponto. E aceitasse quem quisesse. Quem achasse que vale à pena. Quem estivesse disposto a pegar o pacote completo, com o ônus e o bônus abraçadinhos feito irmãos siameses.
Porque passo longe de uma pessoa mimada ou cheia de vontades. O chip do orgulho deve ter sido expelido naturalmente, quando saturno retornou "sei-lá-pra-onde". Frescura, não tenho nenhuma. E se tenho, é tão insignificante quem nem vale ponto no currículo. Sendo assim, o que não me agrada, não me agrada porque me faz mal de verdade. E a gente não deve aceitar o que faz mal. A gente não deve colecionar mágoas por medo de incomodar. Principalmente quando a gente é incomodado numa frequência ritmada, e ninguém liga.
E é a gente que tem que entender. É a gente que tem que justificar a ação de terceiros. Somos nós que temos a obrigação desobrigada de passar por cima, entender as palavras que soam como tapas na cara e sorrir porque o outro "tem problemas-estava bêbado-tem um coração bom apesar das repetidas agressões-coitado-tem trauma de infância".
E a gente se ilude achando que ganha bônus por tamanha capacidade de compreensão. A gente até acha que - um dia - será recompensado quando a situação for crítica para o nosso lado. Quando a gente precisar tanto a ponto de criar coragem até para pedir. Lêdo engano, pessoas. Em alguns casos, não é dando que se recebe... E isso me faz pensar se - melhor mesmo - não é ser impulsiva e descompensada, quando o mundo pedir isso da gente. Ser um pouco mais humano, demasiado humano, para poder delimitar território e receber a parte que nos cabe nesse latifúndio. Sem pedidos, sem favores, sem a angústia da espera.
E tenho dito. Bem dito.
Porque passo longe de uma pessoa mimada ou cheia de vontades. O chip do orgulho deve ter sido expelido naturalmente, quando saturno retornou "sei-lá-pra-onde". Frescura, não tenho nenhuma. E se tenho, é tão insignificante quem nem vale ponto no currículo. Sendo assim, o que não me agrada, não me agrada porque me faz mal de verdade. E a gente não deve aceitar o que faz mal. A gente não deve colecionar mágoas por medo de incomodar. Principalmente quando a gente é incomodado numa frequência ritmada, e ninguém liga.
E é a gente que tem que entender. É a gente que tem que justificar a ação de terceiros. Somos nós que temos a obrigação desobrigada de passar por cima, entender as palavras que soam como tapas na cara e sorrir porque o outro "tem problemas-estava bêbado-tem um coração bom apesar das repetidas agressões-coitado-tem trauma de infância".
E a gente se ilude achando que ganha bônus por tamanha capacidade de compreensão. A gente até acha que - um dia - será recompensado quando a situação for crítica para o nosso lado. Quando a gente precisar tanto a ponto de criar coragem até para pedir. Lêdo engano, pessoas. Em alguns casos, não é dando que se recebe... E isso me faz pensar se - melhor mesmo - não é ser impulsiva e descompensada, quando o mundo pedir isso da gente. Ser um pouco mais humano, demasiado humano, para poder delimitar território e receber a parte que nos cabe nesse latifúndio. Sem pedidos, sem favores, sem a angústia da espera.
E tenho dito. Bem dito.
Solitário entendimento OU cada qual com seus problemas
Já falei aqui em outra ocasião mas, infelizmente, o bom tempo nos leva ao esquecimento de algumas lições que deveriam ser inesquecíveis.É sobre pedir o que não deve ser pedido...
É sobre não mendigar, não fazer solicitações, nem pedir "pelamordedeus", algo que deveria vir naturalmente, como consequência normal das coisas. Mas a gente esquece. A gente não aguenta ver as coisas fora do lugar. A gente sucumbe - e pede - porque o sofrimento manda o orgulho passear, na maior parte das vezes. E os meus sofrimentos são viscerais. Tão intensos quanto a velocidade do meu pensamento e o amor que dedico as pessoas que me são importantes. Então, lá vou eu, fazer fila, argumentar, pedir atenção e um tico de entendimento.
Lá vou eu pedir o "impedível". Tentar objetivar o tamanho dos males que me provocam para poder fazer um relatório que comprove as minhas necessidades. Que torne físico e concreto, o que é de natureza incomensurável..É sobre não mendigar, não fazer solicitações, nem pedir "pelamordedeus", algo que deveria vir naturalmente, como consequência normal das coisas. Mas a gente esquece. A gente não aguenta ver as coisas fora do lugar. A gente sucumbe - e pede - porque o sofrimento manda o orgulho passear, na maior parte das vezes. E os meus sofrimentos são viscerais. Tão intensos quanto a velocidade do meu pensamento e o amor que dedico as pessoas que me são importantes. Então, lá vou eu, fazer fila, argumentar, pedir atenção e um tico de entendimento.
Lá vou eu tentar ser ouvida no que tenho de mais interno. E vou, sabendo que o outro lado tá pouco disposto a escutar. Que o não concordar é suficiente para bater o pé, mater-se no mesmo lugar e - no máximo - me ajudar a juntar os caquinhos, quando o baque for forte demais.
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